Um dos artistas mais atuais de Sergipe Crec Leão tem em sua obra 'formas,
traços, impacto, visão, atitude e historia"
trabalho lindo de se ver.
" o Artista Pernambucano radicado em São Paulo, residindo em Aracaju há mais de seis anos, o artista plástico Crec Leão, trás para suas telas a diversidade cultural ao qual foi submetido no decorrer de sua carreira também como musico. As obras, na sua maioria, abusam das cores, com referencia da pop arte e do dadaísmo. Influenciado por histórias em quadrinhos de heróis, começou a desenhar desde os quatro anos e conseqüentemente transportou sua técnica para terceira arte.
A arte contemporânea em Sergipe ganha força graças à diversidade de espaços disponíveis para as mostras. Um destes é o Café da Gente, do Museu da Gente Sergipana, que acolhe a partir do dia 23 de maio de 2017, a exposição “As cores da Fé”, do artista visual Crec Leão. O artista começou a desenhar ainda criança, aos 4 anos de idade. A certa altura das atividades, percebeu que poderia utilizar o lado branco do papel do maço de cigarros fumado por sua mãe. Ali desenhava pessoas de um braço só; não tinha, até então, assimilado a perspectiva. Assim, o outro braço inexistia no seu desenho infantil. Ele sempre teve apoio de toda a família, que emoldurava seus desenhos. Na escola era escalado para trabalhos onde houvesse necessidade de um desenhista. Sua formação foi solitária, como a de vários autodidatas. Utilizou-se das HQ, histórias em quadrinhos, exercitando-se ao copiar os personagens em ação. Crescido o menino, não se limitou a desenhar e pintar. Enveredou por outras linguagens artísticas. Cantou e escreveu letras musicais em várias bandas por 22 anos; fez teatro, cinema; escreveu vários artigos para jornais e um livro a ser publicado. Crec Leão tematiza “As cores da Fé” com a religiosidade, enfatizando o cristianismo, depois da mais recente mostra que tratou do cangaço. Ele mostrou no Museu de Sergipe um cangaço contemporâneo de matizes hi-tec. Nesta mostra anunciada, o simbolismo é mais abrangente e profundo, pois lida com valores milenares e, dessa forma, arraigados da sociedade. Nas obras, elementos simbólicos caros aos rituais religiosos do cristianismo, em primeiro plano, se destacam; noutros, entra como elemento de composição, representando objetos votivos e da diversidade icônica do cristianismo, como o peixe. Os santos católicos romanos, seus adereços e vestimentas ritualísticas ganham volume e cores resultado dos efeitos das pinceladas, com intervenções de canetas à base de água sobre camadas de tinta acrílica. Tais símbolos, como se sabe, são representações sociais, bem como os ritos com seus totens, tabus e mimetismos. Os indivíduos não se bastam por si, eles têm necessidade da representatividade social. Desta forma, seus status, suas crenças e valores morais se tornam elementos significantes e a eles são atribuídas qualidades que comprazem os indivíduos, reciprocamente, vivendo em sociedade. O valor simbólico da adoração a uma divindade, em meio aos rituais constantes, termina muitas vezes ganhando tanta força ao ponto de tirar a importância dos aspectos humanos dos indivíduos, porque eles passam a se enxergar demasiadamente próximos da divindade. Tendo como referências artistas da Pop Art, o pensamento do dadaísmo, Crec gosta do Doze Green, Fernando Chamarelli, desenhistas como Frank Muller e Bill Sienkiewicz. O público visitante da “Cores da Fé”, como é de praxe em outras mostras, pode apreciar aspectos como gosto e valores estéticos na obra de Crec. O artista, por sua vez, mostra o resultado das suas experiências com as cores, como trata suas figuras, seus planos pictóricos para a composição das obras, enfim, o resultado. O esperado é a sinergia entre o público e as obras e por extensão com o artista. Aracaju, 07/05/17 Antônio da Cruz Artista visual
Sobre a exposição Cangaço Moderno A mostra é a terceira das seis exposições selecionadas pelo Edital de Ocupação 2017, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura(Secult), e segue aberta ao público até o dia 31 de agosto. O conceito é dividido em partes dentro da série: as obras que levam o nome de Lampião trazem o personagem sertanejo para um futuro que ainda não existe em que a personificação do anti-herói se faz latente como um personagem híbrido de histórias em quadrinhos. As peças tratam um contexto amplo misturando épocas, dinâmicas sociais e cores, explorando materiais convencionais e não convencionais. A exposição conta com 20 quadros que trazem imagens dos comandados de Lampião em combate junto a suas histórias contadas e fotografadas. Nas obras que compõem o espaço, Crec Leão reinscreve paisagens,, retratos e diálogos com os personagens Lampião, Maria Bonita, cangaceiros e espectadores. “Crec é o terceiro selecionado do edital e traz para suas telas a diversidade cultural do Cangaço em uma visão moderna. Conhecer e prestigiar os artistas que estão em nosso estado é fundamental”,destacou a diretora da J. Inácio, Jane Junqueira. Pernambucano radicado em São Paulo, residindo em Aracaju há oito anos, o artista plástico Crec Leão abusa das cores em suas telas, com referência da pop arte e do dadaísmo. “Nesta obra eu faço a fusão do cangaço com o contemporâneo. Não existe uniformidade. A pluralidade é que faz a harmonia da obra”, explicou. Mandacarus e cabaças mesclados com joysticks e manômetros impressionam pelo impacto visual. O público presente no lançamento gostou do que viu. “Gosto muito de visitar exposições e esta, em especial, me impressionou pelos detalhes e conexões. Como nordestino, sinto como se estas telas me transportasse para um lugar conhecido”, comentou o farmacêutico, Raony Milet. fonte: http://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/exposicao-cangaco-moderno-e-lancada-na-galeria-j-inacio.ghtml obras:
CREC LEÃO
Pernambucano, radicado em São Paulo, residindo em Aracaju há
quase oito anos, o artista visual CREC LEÃO, trás para suas telas
a diversidade cultural ao qual foi submetido no decorrer de sua
carreira também como musico, hoje, dedicado exclusivamente
a pintura, tem no curriculum inserções no teatro e na literatura.
A obra, na sua maioria, abusa das cores, trabalha as relações na
sua pintura de maneira a conseguir fazer figuração e abstração
da cor, das texturas e das camadas que vão compondo cenas e retratos,
CREC LEÃO não se limita a um tema, ou técnica, usa acrílico, canetas
a base de água, texturas e colas coloridas, carvão e pastel, flerta com
o abstrato e imagens fragmentadas, retrata cangaceiros, ícones
religiosos, músicos de jazz, etc. Influenciado por historias em
quadrinhos de heróis, começou a desenhar desde os quatro anos
e consequentemente transportou sua técnica para terceira arte,
artista contemporâneo, tem traço plural e livre.,
Fonte:
http://atelierdearte.com.br/artista/217
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SOBRE O ENCONTRO QUE ACONTECEU NA GALERIA J INÁCIO
ENCONTRO COM ARTISTAS SERGIPANOS
Na Biblioteca Epifânio Dória, 05/08/2017,. Fez algumas reflexões
sobre a obra de três artistas sergipanos com os quais tive o prazer de
conversar sobre seus trabalhos e me aproximar de seus processos criativos.
Nesse encontro, receberei Beto Pezão, Claudia Nên e Crec Leão para tecer
aproximações e observar interesses em comum que atravessam o trabalho
destes três artistas.Espero contar com a presença de amigos, estudantes,
educadores e pesquisadores interessados em artes visuais de Sergipe.
FLAVIO TONNETTI
VÍDEO SOBRE O ENCONTRO COM O FLÁVIO TONNETTI
Flavio Tonnetti tem uma visão ampla sobre a arte contemporânea, o critico muito consciente e atento ao que acontece no mundo da arte sua analise trás um alerta para os artistas que ainda não tem um mercado, buscam espaço para poder comercializar suas obras, alem disso o encontro serve para reunir artistas de diversas áreas...
Caatinga: sua fauna e flora
A caatinga está tão próxima e ao mesmo tempo tão distante. Pelo menos é essa a sensação de quem mora nas capitais nordestinas. E quando pensamos na caatinga, vem logo em nossa mente o sertão, um lugar seco, sem vida. Mas estamos enganados. Na caatinga existe uma diversidade grande de fauna e flora.
A flora da caatinga é formada principalmente por arbustos com galhos retorcidos e pouca folhagem, cactos e bromélias. Na maioria das espécies vegetais as folhas são finas ou mesmo inexistentes um fator de proteção contra o clima seco. Na estação seca as folhas caem para evitar a evaporação e algumas plantas costumam armazenar água nas raízes ou no tronco. Estima-se que exista cerca de 1000 espécies de plantas a exemplo o araticum, o jatobá, o murici, a aroeira, a braúna, entre outras.
A fauna é principalmente composta por répteis e aves, existindo também algumas espécies de mamíferos e anfíbios. Na grande maioria são animais de hábitos noturnos, uma vez que durante o dia o sol chega a ser uma ameaça para as espécies. Diversas espécies da caatinga estão em perigo de extinção, isto devido a intensidade da caça predatória pelas populações que habitam a região.
São exemplos da fauna a cotia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatupeba, sagui-do-nordeste, ararinha azul, carcará, coruja-buraqueira, raposa, o famoso jegue, animal de tração utilizado como meio de transporte pelo sertanejo, entre outros animais.
Curiosidade:
O nome caatinga deriva-se da língua tupi e significa mata branca (Caa – mata, tinga-branca).
Estudos recentes mostram que cerca de 327 espécies animais são endêmicas (exclusivas) da Caatinga. São típicos da área 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. Entre as plantas há 323 espécies endêmicas.
A Caatinga compreende quase 10% da área total do território brasileiro, com aproximadamente 740.000 km2.
Uma área de Caatinga mais conservada pode abrigar cerca de 200 espécies de formigas, enquanto nas mais degradadas há de 30 a 40.
Cerca de metade da paisagem de Caatinga já foi deteriorada pela ação do homem. De 15% a 20% do bioma estão em alto grau de degradação (com risco de desertificação).
Vive na Caatinga a ave com maior risco de extinção no Brasil, a ararinha-azul (Anodorhynchus spix), da qual só se encontrou um único macho na natureza. Também vive ali a segunda mais ameaçada do país, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari). Habitam os arredores de Canudos (BA), e há menos de 150 exemplares, um décimo da população ideal no caso de aves, que demoram a se reproduzir.
Uma formação de relevo característica na depressão nordestina é o ‘inselberg’, bloco rochoso sobrevivente ao desgaste natural.
Na estação seca a temperatura do solo pode chegar a 60ºC.
Reportagem da Tv Educativa de Alagoas sobre esse importante bioma, que é exclusivo do Brasil e rico em plantas e animais. Aqui a história de amor de uma família que lutou para constituir a primeira reserva de caatinga de Alagoas.
Reportagem da Tv Educativa de Alagoas sobre esse importante bioma, que é exclusivo do Brasil e rico em plantas e animais. Aqui a história de amor de uma família que lutou para constituir a primeira reserva de caatinga de Alagoas.
Muitas pessoas acreditam que a caatinga é um bioma pobre, pois o clima é árido e com pouca presença de vegetação. Porém, a caatinga é rica em espécies animais e vegetais, muitas delas endêmicas. Este bioma brasileiro possui importante biodiversidade e deve ser preservado e valorizado. São cerca de 148 espécies de mamíferos, 510 espécies de aves, 45 de anfíbios, 235 de peixes e 153 de répteis.
A catinga está presente na interior do Nordeste brasileiro, principalmente na região do semiárido.
Assim como outros biomas brasileiros, a caatinga vem sofrendo com o desmatamento e outras ações predatórias (caça e ocupação humana desordenada). A criação de gado extensivo, por exemplo, é um dos principais problemas da atualidade. Se não houver preservação da caatinga, poderemos ter a extinção de diversas espécies animais e vegetais típicas deste bioma. Outro problema ambiental, que já está ocorrendo em função do desmatamento, é o aumento da desertificação na caatinga.
Infelizmente, existem vinte espécies de animais da caatinga que estão ameaçados de extinção. Entre eles, podemos citar: jacu verdadeiro, urubu-rei, tatu-bola e onça-parda.
Vivia na bacia dos rios Paraná e Uruguai, em territórios da Argentina, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil. Seu habitat era em áreas baixas com presença de palmeiras tucum e mucujá.
Media cerca de 70 cm de comprimento, com plumagem azul turquesa e cabeça acinzentada. Tinha manchas amarelas junto à parte lateral inferior do bico e abaixo do bico era de um azul bem escuro. Era a segunda menor das Araras-Azuis.
Construía seus ninhos em ocos de árvores, nas barrancas do rio Paraguai ou nos paredões rochosos do rio Paraná. Alimentava-se de frutas, sementes e insetos. Não se sabe quase nada de como vivia na Natureza.
As causas de sua extinção foram a degradação de seu habitat e o comércio de animais.
É considerada extinta por não ser avistada na Natueza há mais de 80 anos. Não se conhece a existência de nenhum espécime em cativeiro. É provavelmente a primeira ave brasileira a ser extinta por intervenção humana.
A Ararinha-Azul, também conhecida como Arara-Celeste, Arara-do-Nordeste e Arara-Spixi, foi considerada extinta na Natureza em 2002, pelo IBAMA. O último espécime selvagem conhecido, batizado de Severino (foto), desapareceu, provavelmente capturado ou atacado por algum predador, em outubro de 2000.
Era endêmica do Nordeste do Brasil, principalmente nos estados da Bahia, Piauí, Maranhão e áreas mais úmidas do sertão.
Seu tamanho máximo é de 57 cm de comprimento e com cerca de 400 g de peso. A plumagem é azul variando de tonalidade, sendo quase branca na cabeça e azul mais escuro na cauda e asas. O bico é negro e os olhos amarelo-mostarda.
É herbívora, alimentando-se de frutos. Na Natureza dava preferência para sementes de caraibeiras, de pinhão, entre outras árvores típicas de seu habitat natural.
Araras e demais psitacídeos são animais monogâmicos, tendo um único parceiro por toda a vida. Na morte de um dos membros do casal, o restante muito dificilmente volta a formar um novo casal, no máximo ingressa em um novo grupo. Esta aves são gregárias, formando grupos numerosos. Faziam ninhos em ocos de árvores altas como seus demais parentes. O desmatamento na Caatinga contribuiu para a destruição de seus locais de nidificação, dificultando a reprodução da espécie. A reprodução em cativeiro desta e outras espécies de psitacídeos é muito rara, condenando-a à extinção também em cativeiro.
Um outro fator que contribuiu para sua extinção foi a caça para o comércio de aves exóticas. Um exemplar chega a valer 100.000 dólares no mercado negro de aves exóticas.
Severino, o último espécime em estado natural, estava solitário. De tão só, arranjou companheira de outra espécie, uma Maracanã (Ara maracana), que vive no mesmo habitat destas araras. A companheira de Severino chegou a botar ovos, mas nunca nasceram filhotes desta união.
Desde o desaparecimento de Severino a espécie é considerada extinta na Natureza. Mas ainda há esperança para as Ararinhas-Azuis, já que foram conseguidas algumas crias em cativeiro. Mas a reprodução da espécie é muito difícil, e provavelmente, levará muito tempo para que haja uma população viável para uma reinserção na Natureza, se é que um dia isto será possível.
Existem apenas 8 exemplares de Ararinha-Azul no Brasil, os demais encontram-se em zoológicos e com particulares pelo mundo afora, somando um total de 78 aves com paradeiro conhecido. É a ave mais rara que existe atualmente.
O Maçarico-Esquimó está extinto em território brasileiro desde os anos de 1930, e virtualmente extinto a nível mundial.
Como ave migratória seu habitat variava muito ao longo do ano. Apareciam no Amazonas, Mato Grosso e São Paulo entre setembro e novembro. Apareciam nos pampas tanto do Rio Grande do Sul no Brasil, como na Argentina entre setembro e fevereiro. Também eram avistados no Uruguai e no Chile. Nos demais meses do ano viviam pela tundra ártica a oeste do Canadá e Alasca. Há relatos de raras aparições ao longo da História destas aves na Europa Ocidental.
Mediam em torno de 33 cm, tinham um bico curvo, plumagem branca no ventre uma faixa bem escura nas bordas das asas. As patas eram longas de cor cinza. Alimentavam-se de moluscos, pequenos crustáceos e peixes.
Os ninhos eram feitos em áreas abertas, no chão e difíceis de localizar. Os ovos eram verdes com pintas marrons. O acasalamento provavelmente ocorria em junho.
Na primeira viagem de Cristóvão Colombo, a do descobrimento da América em 1492, ele avista aves voando e, graças a elas, depois de 65 dias no mar, renova sua esperença em descobrir terra. Acredita-se que estas aves avistadas por Colombo eram Maçaricos-Esquimós, devido a comparações de datas e padrões de migração.
É provável que os Maçaricos-Esquimós tenham sido o grupo mais numeroso de aves da porção norte do continente americano (América do Norte), com uma população estimada em centenas de milhões. Em fins do século XIX foram mortos cerca de 2 milhões de aves por ano. A caça é a causa principal de sua extinção em território brasileiro, associada à degradação de seu habitat.
Os últimos avistamentos confirmados destas aves foram no Texas em 1962 e em Barbados em 1963. Em 1981 foi vista uma colônia de 23 aves no Texas. Na América do Sul não há um avistamento confirmado desde 1939.
O Mutum-do-Nordeste ou Mutum-de-Alagoas está oficialmente extinto na Natureza desde 2001.
Vivia nas áreas de Mata Atlântica nos estados de Pernambuco e Alagoas.
A ave tem um bico quadrangular vermelho na ponta e branco na base, em volta dos ouvidos não possui penas, tem um par de penas negras na parte central da cauda. A cabeça tem uma plumagem negra assim como em seu peito e ventre.
Foi registrado pela primeira vez pelo naturalista Georg Marcgrave, no século XVII, na primeira expedição científica feita em território hoje pertencente ao Brasil, patrocinada por Maurício de Nassau. A obra de Marcgrave foi postumamente publicada com o título de “História Naturalis Brasiliae”.
Encontra-se extinta na Natureza devido à destruição de seu habitat para o plantio de cana-de-açúcar para a produção de combustível, e também pela caça excessiva. Atualmente o desmatamento continua sendo um gravíssimo problema para que possa ser reintroduzido na Natureza.
Seu último avistamento na Natureza é de 1987. Conta com uma população em cativeiro de cerca de 100 indivíduos, nem todos de linhagem pura, pois foram cruzados com o Mutum-Cavalo (Mitu tuberosa), por criadores, por falta de espécimes puros.
Foi criado em 2005 um grupo de biólogos, ONGs, criadores de aves e usineiros que pretendem reintroduzir o Mutum-do-Nordeste nos 2% restantes de Mata Atlântica ainda existentes em Alagoas e Pernambuco. Porém, além de conseguirem espécimes puros, é necessário que esta ave, que não vive no meio natural a cerca de 30 anos, reaprenda a viver, voltando a alimentar-se, proteger-se e que procrie sem dependência de humanos.
Um dos muitos anfíbios conhecidos simplesmente como perereca (Phrynomedusa fimbriata), ou Perereca-de-Santo-André, está extinto desde os anos de 1920.
Vivia no Brasil exclusivamente em Paranapiacaba, na cidade de Santo André, estado de São Paulo.
Foi registrada pela primeira vez em Paranapiacaba a uma altitude de 1000 m. Acredita-se que era uma espécie adaptada a grandes altitudes em clima subtropical de altitude, que vivia em ambiente úmido de floresta próximo a rios, e mais nada se sabe sobre o anfíbio.
Buscas foram feitas para reencontrar algum espécime deste anfíbio, não sendo mais vista desde 1920. As causas de sua extinção são desconhecidas, mas a degradação de seu habitat (destruição e poluição) sem dúvida contribuiu para seu desaparecimento.
O Rato-Candango foi considerado extinto em 2008, pois não é visto na Natureza desde 1960, ano em que foi registrado pela primeira e única vez.
Vivia no Planalto Central, atual Distrito Federal, em zona de Cerrado, em altitude superior a 1000 m.
O tamanho dos machos era de cerca de 140 mm da cabeça à base da cauda, que sozinha media em torno de 96 mm. Este rato tinha a cauda bastante grossa e com um denso revestimento de pelos. Escavava ninhos subterrâneos nos quais acomodavam matéria vegetal fina e gramíneas. Os animais coletados tiveram o conteúdo de seus estômagos analisados, revelando que se alimentavam de gramíneas e formigas.
Foi registrado pela primeira e única vez em 1960, na época da construção de Brasília. Operários que faziam a terraplanagem do que seria o Jardim Zoológico do Distrito Federal, encontraram ninhos próximos aos canteiros de obras. O nome científico é uma homenagem ao idealizador de Brasília, Juscelino Kubitschek e aos operários que a construíram, que eram chamados de candangos.
A principal causa de sua extinção segundo pesquisadores foi a construção de Brasília e consequente degradação de seu habitat.
Este animal foi extinto no século XVI, sendo o primeiro mamífero conhecido da fauna brasileira a ser extinto.
Era endêmico do arquipélago de Fernando de Noronha, sendo o único mamífero terrestre conhecido nativo do arquipélago. Como as ilhas têm formação vulcânica, nunca estiveram ligadas ao continente. Por esta razão, animais terrestres não teriam como ficar ilhados no arquipélago, dando origem espécies endêmicas. Todos os animais existentes na ilha chegaram a ela a nado ou voando.
Através de comparações com ratos descendentes do mesmo ancestral que o Rato-de-Fernando-de-Noronha, crê-se que era um rato semi-aquático, vivendo ao longo de cursos de água. Faziam ninhos e abrigavam-se em gramados e árvores, vivendo em grupos. Este fato leva a supor que um grupo dos ancestrais deste rato, poderia ter ficado preso a um tronco de árvore que teria flutuado até Fernando de Noronha.
O Rato-de-Fernando-de-Noronha é um daqueles animais que por nunca ter sido visto – consta apenas no relato de um ilustre viajante do século XVI (Américo Vespúcio) -, poderia até hoje figurar como mais uma lenda do Novo Mundo. Mas o paleontologista Storrs L. Olson, chefiando uma missão conjunta (Brasil e E.U.A.), chegou a Fernando de Noronha, em 1973, para conferir o que havia de verdade e mito neste relato de Vespúcio de 1503, quando a serviço da Coroa Espanhola aportou no arquipélago, em expedição comandada por Gonçalo Coelho.
Foram descobertos muitos fósseis de um rato de moderado tamanho (Vespúcio disse que eram muito grandes) que ainda não fora descrito pela ciência. O rato descoberto foi batizado de Rato-de-Fernando-de-Noronha, sendo seu nome científico uma homenagem a Américo Vespúcio já que ele foi o único a fazer uma descrição do animal enquanto este ainda caminhava sobre a terra.
A chegada de espécies de roedores exóticos às ilhas, vindos nos navios que as visitavam pode ter sido a causa do desaparecimento dos Ratos-de-Fernando-de-Noronha. Aliado a isto a degradação do habitat também teria contribuido.