quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Beto Pezão O artista de Carrapicho a terra do barro



Beto Pezão

O nome curioso explica: pés gigantes são a marca registrada das esculturas do artista sergipano. Filho ilustre do município Santana do São Francisco, José Roberto Freitas nasceu em 1952 e morou na cidade natal até os 19 anos, quando se mudou para Aracaju.










































Assista o Video do artista Beto Pezão












Provocações com Beto Pezão 

















































Fonte: 
http://www.pge.se.gov.br/artista-de-janeiro-beto-pezao%E2%80%8F/#prettyPhoto
Artesão e escultor, José Roberto Freitas, conhecido como Beto Pezão, nasceu às margens do Rio São Francisco, no dia 11 de dezembro de 1952, em Santana do São Francisco/SE (antiga Carrapicho). Aos seis anos de idade, ganhou um pequeno torno de presente, iniciando, assim, a arte de modelar o barro. Aos nove anos, já comercializava algumas de suas peças em feiras populares. Desde menino ajudava o pai, que era escultor, no trabalho artesanal com o barro.
Em 1971, já residindo em Aracaju, teve seu trabalho valorizado, através de um velho feito de barro solidamente plantado em dois pezões que lhes davam o devido apoio; criava, assim, a sua marca registrada, conhecida até hoje e, definitivamente, incorporou à sua obra a partir de 1972. A princípio, a ideia de usar os pés grandes, como forma de sustentação das esculturas, foi reprovada pelo seu pai/mestre, mas não demorou muito para ser aceita pelas pessoas e divulgada pela mídia como uma verdadeira obra de arte.
Antes de seu reconhecimento no universo da modelagem do barro, Beto Pezão fazia esculturas em madeira. Elegeu definitivamente o barro por perceber que esse material lhe oferecia na execução de suas peças “mais intimidade com as mão”. Em sua residência, no bairro Cidade Nova, mantém forno de lenha e um local adequado para estocagem de barro, procedente da terra natal.
Residindo em Aracaju há mais de 40 anos, os trabalhos de Beto Pezão já percorreram vários caminhos mundo afora. Realizou a sua primeira exposição no exterior, a convite da Universidade Católica do Chile, país onde retornou para expor outras 5 vezes. Suas obras também são admiradas no México, na Argentina, em Portugal, no Uruguai, no Paraguai, na Venezuela e nos Estados Unidos. No Brasil, sua arte foi exposta em vários Estados brasileiros, como Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão e Minas Gerais. Encantado pelas personagens em barro de Beto Pezão, Fernando Gutiérres produziu e dirigiu um vídeo dando-lhes, através da arte gráfica, vida a eles.
Na arte popular de Beto Pezão, os temas são variados, mas o seu estilo de como retratá-los, ainda que copiado por muito artesãos, é único e inconfundível. Além dos pés grandes, suas esculturas, talhadas no barro, possuem traços fortes e detalhes marcantes e nos emocionam pela forma verdadeira de mostrar os sentimentos do povo nordestino. São figuras humanas dos sertões: vaqueiros, mendigos, pescadores, lavadeiras, vendedores, ambulantes e lavradores que expressam nos rostos as adversidades da vida agreste. Além dos sertanejos, outra paixão do artista são as imagens sacras que, igualmente, são sustentadas por imensos pés.
Na comercialização das suas peças, Beto Pezão fornece certificado de origem com nome e número. Elas estão em permanente exposição em Aracaju/SE no Centro de Turismo, no Aeroporto de Aracaju, no Espaço J. Inácio ou no próprio ateliê do artista.
Humilde, Beto Pezão não se vê como um ícone da cultura sergipana. Entretanto, o artista não consegue esconder a satisfação e a alegria por ter sua obra reconhecida: “o que é gratificante pra mim é apreciarem o meu trabalho”.






 





 





 




 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O Livro de Iuri Rodrigues - Um Lugar Para Respirar





O Livro Um Lugar Para Respirar de Iuri Rodrigues é o primeiro livro brasileiro que fala sobre transplante pulmonar.




Um lugar para respirar
Jornalista sergipano conta detalhes de como é a espera por um transplante pulmonar

Um jovem jornalista decide contar em riqueza de detalhes o que realmente acontece numa fila de transplante pulmonar. O livro, uma narrativa envolvente, conta histórias de pacientes que enfrentam as incertezas, batalhas e recomeços da vida.
A obra narra a jornada dos pacientes e seus acompanhantes, revela casos de superação vividos por quem, por ironia do destino, necessita de uma fila para restabelecer a sua respiração e emociona o leitor que, mesmo sem querer, acaba por se colocar no lugar dessas pessoas.
Assinado pelo jornalista Iuri Rodrigues e com uma narrativa emocionante, o livro mostra a realidade da vida em uma fila à espera de um órgão. Tal espera, o sucesso, a morte e a vida acontecem dentro da Santa Casa de Porto Alegre, um lugar onde muitos estão em busca de poder respirar.

Iuri Rodrigues é jornalista e escritor e é sergipano, de Lagarto.







livro-reportagem sobre o transplante pulmonar em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. A ação marcada para acontecer no Parcão, marcará o lançamento da obra que foi produzida em terras gaúchas.

Intitulado de “Um lugar para respirar”, o livro conta a história de dramas vivenciados por pessoas que necessitam de um transplante pulmonar. Além disso, a obra que é pioneira no assunto, visa conscientizar as pessoas sobre a doação de órgãos.

Iuri presentou o especialista que durante dois anos o concedeu entrevistas para a feitura da sua obra

Iuri presentou o especialista que durante dois anos o concedeu entrevistas para a feitura da sua obra

Vale lembrar que as histórias contadas no livro foram prospectadas no pavilhão Pereira Filho da Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, único hospital no Brasil que trata exclusivamente de assuntos ligados ao pulmão. Segundo o jornalista, para que a obra pudesse ser publicada ele teve que passar dois anos vivenciando momentos bons e ruins.

Saiba mais sobre o livro-reportagem Um lugar para respirar.

O post Iuri Rodrigues lançará seu 1° livro sobre transplante pulmonar no Rio Grande do Sulapareceu primeiro em Lagarto Notícias



Jornalista e escritor, o sergipano de Lagarto, Iuri Rodrigues, foi assessor de imprensa em Sergipe e em São Paulo. Tem uma coluna de crônicas no portal lagartense.com.br e conclui um mestrado sobre humanização no jornalismo.






site Jornalismo de Resistencia


Uma Carta que vem do sertão 
Por: Iuri da Silva Rodrigues em 02/08/2017



Acordei doente. Escrevo não como jornalista, mas como lagartense e brasileiro que sou

Fabinho (tão estranho começar assim, informal, mas notei ontem que é assim que te chamo toda vez que falo de você) Nunca me esquivei em dar a minha opinião sobre o atual momento da política brasileira. Como disse Mark Twain, "os boatos a respeito da minha morte estavam um pouco exagerados". Tenho gritado tanto, mas tanto, nesses últimos meses sobre a disparidade que vive os nossos valores na política, as sobrevivências do planalto e do congresso quase inoperante, que só funciona na chantagem imoral e antiética, que, de tanto gritar, fiquei rouco.

E como sou uma pessoa movida pelo desejo de que as coisas melhorem, que os rumos tomem os trilhos e que os culpados paguem pelos desastres que cometeram, decidi dirigir essa carta para o deputado conterrâneo Fábio Reis. Porque quando a voz não alcança, acredito que as palavras, chegam. Ou devam chegar.

Eu acredito muito em cartas, deputado Fábio Reis, porque elas estabelecem um remetente e um destinatário. E elas expressam, ainda, um dos eventos mais importantes da vida, que é o desejo de alcançar o outro através das palavras.

Começo por dizer que pra mim foi uma honra acreditar em você quando depositei o meu voto, em 2010 e 2014, como meu representante para a Câmara Federal, e diante do cenário, quero esclarecer, como eleitor que fui, alguns pontos que nunca foram ditos. 

Eu sei que as cidades do interior carregam uma cultura de que só existem dois modos para votar em alguém: ou você pertence a um grupo político desde que nasceu e vota a vida inteira sem poder ter uma visão crítica, ou então vira um objeto a ser leiloado e vota em que pagar melhor. Eu me encaixo no primeiro, porque meu voto não tem valor financeiro. Tem valor moral.

Sabe, Fábio, eu e você nascemos e crescemos numa cidade do interior sergipano em que as dificuldades das pessoas são presentes rotineiramente. Sei das suas conquistas para a nossa cidade, das obras, das emendas, mas também sei que não adianta trazer um asfalto pra tirar o povo da poeira e depois ser conivente de um partido. Uma coisa, deputado, não justifica a outra.

Não sei exatamente o porquê de você sempre votar como o seu partido determina. Quando uma sigla tem mais importância do que o povo, algo está errado.
Um dia, quando eu frequentava as aulas de português no Frei, – essa, sim, era uma escola de verdade –, uma professora me ensinava o dever da ética e da moral enquanto cidadão. Essa professora me libertou. Ela me ensinou a ler e a interpretar textos e, mais ainda, a ter uma visão crítica das coisas. Até mesmo das coisas pelas quais nós gostamos.

Carrego uma culpa por ter me calado durante anos. Quem cala, consente. Porque calar, diante das atrocidades é ser conivente também. Mas aqui vai meu pedido de desculpas. Prometo que não mais calarei.

Quando Dilma, uma presidente eleita, foi deposta, eu não consegui visualizar o motivo alegado que justificasse aquela medida tão extrema. Não foi uma traição a ela, foi uma paulada na cabeça na democracia, em nós, em mim. Até hoje não me recuperei da cacetada. Quem sabe e luta por ideais de democracia, sabe do que estou falando.

Poderia contar uma linda história, mas optei pela verdade. Pela minha verdade e é muito difícil para mim.

Você começou votando em Cunha para presidente e depois seguindo os votos de Cunha contra Dilma. Depois votou no impeachment. Não compareceu para votar contra Cunha. Votou na terceirização. Votou pela cobrança de pós-graduação nas Universidades públicas. Não votou contra a reforma trabalhista.

Enquanto essas votações aconteciam, martelava na minha cabeça uma música de Cazuza: "Meu partido, É um coração partido, E as ilusões, Estão todas perdidas, Os meus sonhos, Foram todos vendidos, Tão barato que eu nem acredito".

No início, você me parecia ser muito autêntico. Porque deveria representar a sensibilidade e o desejo de mudança dos jovens sergipanos (em especial dos lagartenses).

Entrei numa campanha para vereador em 2016, por ideologia. Você viu, foi testemunha da minha caminhada e é testemunha, também, do alto preço que paguei em não aceitar entrar no jogo de alguns. Perdi ganhando. Foi a maior experiência que tive na vida. Hoje sou uma pessoa melhor do que fui.

E, quando as urnas abriram, nem um abraço de sua parte, nenhuma mensagem. Poderia ser dessas que se mandam pelo Watizap mesmo. Mas nada. NA DI CA de nada. Até hoje espero. E também reconheço que o meu modo de fazer campanha, chocou muita gente. Porque não tenho política como profissão, tenho por convicção.

Meu voto não tem preço. E se exigir ideias para se votar em um candidato for errado, prefiro ficar com minha loucura ideológica a cair na lucidez de uns tantos.

Continuarei caminhando e acreditando em sonhos, porque já sonhei, porque sonho e sei que sonharei até os meus últimos dias.

Por fim, Fábio, queria dizer que há uma foto de seu santinho da campanha passada em minha estante de livros. O que é bem estranho é que toda vez que olho pra ela (e são muitas vezes) eu lembro do desejo de representação que eu, e tantos outros tínhamos quando te colocamos na Câmara Federal.

Meu voto pode não fazer muita diferença, mas uma coisa eu digo: EU NUNCA VOU VOTAR EM QUEM VOTOU CONTRA O POVO.


Facebook IURI RODRIGUES:

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Contatos :

079 999384953



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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A banda Lacertae disponibiliza sua discografia completa para download



A banda LACERTAE disponibiliza sua discografia completa para download
1990



Das "arquibancadas" do Povoado de Campo Crioulo, próximo de Lagarto (a cerca de 90 km de Aracaju), os primos Deon Costa e Aldemir Tacer,, costumam observar o mundo, como se diz por lá.
Nasceram e cresceram ouvindo a banda de zabumba local, fundada há mais de século e meio, uma tradição dos reisados, novenas e festas de são João.
Apesar das origens, o duo Lacertae (lagarto em latim) não quer se associar ao suporte meramente folclórico. Deseja incorporar a cultura popular sem medo de paralelismos com o vasto mundo das sonoridades possíveis.

Lacertae alem dos trabalhos autorais tambem produziu seus projetos paralelos Deon Costa formou a banda Caneco D'agua, o Tacer Berindrums a banda Uni Campestre e o Eletricultura e Paulo Herique o Cinemerne...

O Lacertae é uma banda da qual não se pode definir um estilo ao certo. Regional-Jazz-Rock ou Som Campestre são algumas das tentativas de síntese dos mesmos. Sua origem por si já é impressionante: eles são do Campo do Crioulo, que é um vilarejo de uma rua próximo à cidade de Lagarto, no interior do Estado. 
Começaram como um trio, lançaram uma demo que fez um sucesso impressionante, e quase estouraram junto com o movimento Mangue Bit: estavam pra fechar contrato com a falecida Rock it! quando o vocalista pirou (de verdade!) no melhor/pior estilo Pink Floyd e Syd Barret. 
Mais impressionante é que a banda continuou e reinventou o som como um duo. As guitarras remetem ao melhor estilo Hendrix, e o baterista transformou seu kit em um “berindrum”: com a mesma mão que toca a caixa, há o swing do berimbau. 
A casa de cultura é uma OSCIP que eles criaram para desenvolver talentos artísticos com crianças lá no Campo do Crioulo.



Por: Viva la Brasa - Adolfo Sá
CIRCUS ORCHESTRA PRIMITIVA
Pegue uma garrafa de álcool etílico. Misture com mel. Beba. Você terá a noção exata do que é o Lacertae. Ao primeiro gole a receita parecerá intragável, forte demais para seu paladar acostumado a amenidades. Mas não se amedronte.
Tome outro gole. O álcool ainda desce queimando sua garganta, mas você já estará sabendo como tudo começou. O período jurássico encerrou-se com o choque de um meteoro. Anônimo, O Assassino. Restaram apenas três lagartos. Não trocaram palavra, não precisavam. Os olhos vermelhos se cruzaram e no mesmo momento souberam que só sobreviveriam se permanecessem reunidos. O Terceiro balançou sua cauda sobre o terreno arenoso e os outros dois concordaram com a cabeça. O terceiro gole. O Terceiro já não mais o é. Chame-o de Tacer, por favor. E aos outros, de Paulo e Deon. Suas línguas serpenteadas já proferem palavras. Suas barrigas já não se arrastam mais pelo chão. Muito tempo se passou, eles andaram 100 Km c/ 1 Sapato e outros tantos descalços, e suas patas tornaram-se pés e mãos. A despeito do que viram e aprenderam, sempre voltam para o buraco de onde saíram. A essa altura, vê-se alguns cactos ao redor.
Enquanto os três conversam em latim, sua mão empurra a garrafa para a boca. O bom senso manda que você pare de beber, mas seu corpo já não lhe presta mais contas. Fiat Voluntas Tua, é o que você diz, e dá mais um gole. Paulo é o primeiro a notar sua presença. Você mal tem tempo de ver uma barba rala crescendo sobre a pele escamosa quando ele mata a pauladas A Galinha que passava por ali.
Com o susto, você verte mais um pouco do álcool que ainda resta. Paulo, a esta altura, espanca a lataria banhada de sangue e grita frases ininteligíveis para você, mas que parecem fazer algum sentido para o povo queimado de sol que assiste ao espetáculo primitivo na planície que os três lagartos insistem em chamar de cratera. Eles dizem que ali caiu um meteoro, e aquele é o lar deles.
Você não quer acreditar, mas começa a gostar daquilo que está ouvindo. Talvez seja a flauta de Paulo que lhe tenha hipnotizado, ou os riffs da guitarra de Deon, ou a bateria tribal de Tacer. Não importa a causa. Você nem quer mais saber. As últimas gotas de álcool escoam por sua garganta, e você quer mais. Ainda há mel depositado no fundo da garrafa. Você enfia a língua e assusta-se ao vê-la dividida em duas extremidades. Aterrorizado, você percebe que sua pele tornou-se dura e quebradiça e seus olhos dilatados, e que sua barriga agora toca o solo árido. Como não consegue falar, olha para os répteis barulhentos e um deles lhe diz: ‘Calma, irmão. Agora você entende o que é o uga-uga core.’
- Eu devo estar bêbado - é o seu último pensamento. No instante seguinte, crava os dentes no rato que será seu almoço. O sangue do bicho tem gosto de álcool, embora você não perceba.






LACERTAE - 100 KM COM UM SAPATO 1995


 Download :





LACERTAE - BERIMBAU CIPO IMBÉ



 Download :
https://mega.nz/#F!JiZiSL6J!Dx5x1VDu4R7UjlJD7USfYQ





LACERTAE - A VOLTA QUE O MUNDO DEU 2004


Download:





CANECO D'ÁGUA - ACORDA NATUREZA  - 2008



Download:



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 UNI CAMPESTRE - FLORESTAL  2008



Download:






CINEMERNE - COISAS BELAS E SUJAS 2012


Download:





BERINDRUMS - ELETRICULTURA  2017


Download:
https://mega.nz/#F!1iIwRJaA!cVNdLVaiPfrERpl46TinLw







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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Territórios Quilombolas em Sergipe - Região do Povoado Campo do Crioulo


Sergipe tem 32 Territórios Quilombolas reconhecidos:


O Campo do Crioulo - Povoado da Cidade de Lagarto-SE.
reconhecido como território quilombola.








Por um Território Quilombola em Sergipe

Região do Crioulo 

     Este texto apresenta uma breve caracterização histórica, econômica, ambiental e sócio-cultural das comunidades lagartenses que se auto-identificam negras e herdeiras das historias, culturais e tradições dos negros africano. Buscando informar sobre os povoados Crioulo, Campo do0 Crioulo, Madanela, Saco do Tigre e Pindoba, os quais estão requerendo o reconhecimento enquanto comunidades de remanescentes quilombolas e território quilombola lagartense.
     Pode-se dizer que a escravatura delineou o perfil histórico do Brasil e produziu a matriz da sua configuração social. Foi aqui na produção escravista alcançou o seu mais variado completo desenvolvimento, fomos a nação que mais importou o numero de cativos, estivemos entre os primeiros territórios a conhecer a produção negreira e fomos o último Estado americano a aboli-la.
     “A onipresença urbana e rural do escravo negro foi uma realidade própria ao Brasil e à America escravista “ Por mais de três séculos, o sistema escravista colonial implantou no Brasil entreviu nos aspectos da vida social brasileira, “ impondo duríssimas condições de existência aos trabalhadores escravizados, primeiros, americanos, a seguir áfricos e afro-desendentes.”
 A escravidão nas Américas consumiu cerca de 15 milhões de africanos nos empreendimentos comerciais e culturais que marcaram a formação do mundo moderno e a criação do sistema econômico mundial. Nesta tragédia estima-se que vieram de 40% dos escravos africanos para o Brasil




  




Campo do Crioulo



Um Lugar denominado Campo do Crioulo, segundo conta historia oral, surge da chegada e acampamento, nas terras Lagartenses, de uma Baronesa vinda atual estado da Bahia, supostamente, acompanhada de algumas pessoas, seus agregados (escravos africanos) e um camelo. De acordo com a memória local, este animal, cujo nome era Crioulo, teria sido alimentado durante a estadia da tropa num campo, pasto, que ficou sendo associado ao visitante, sob a denominação de Campo do Crioulo, fazendo menção ao lugar onde o Crioulo, o camelo, foi alimentado.
Ainda não se sabe para onde esta baronesa ia, se essa é uma historia mitológica, ou se mesma, estava em busca de terras livres para tomar posse e cultivar, só um estudo aprofundado poderia revelar estas respostas. Mas o que se conta é que alguns de seus escravos permaneceram no local por um bom tempo, tendo posteriormente, se deslocado para um lugar denominado Saco do Tigre, também conhecido como Pau D’arco. Alguns contam que estes primitivos habitantes ficaram, a pedido da baronesa, para fazerem o sepultamento do animal de estimação de sua senhora, o camelo ( dado que somente com encravações arqueológicas no perimeto da região poderia ser elucidada). Outros, por sua vez, dizem que o acampamento foi desfeito e a baronesa seguiu viagem, com o camelo tendo deixado, apenas um sobrado construído por ela e alguns escravos na região.  
Pelo Histórico da escravidão no Brasil é bem possível que estes primeiros habitantes da região tenham fugido deste acampamento, indo se abrigar nas matas das proximidades da Serra Grande, num local denominado de Pau d’arco, lugar de abundância de árvores e geograficamente protegida. Esta outra denominação, saco do tigre, alegando a existência de uma onça, possivelmente confundida com um tigre por seus primeiros moradores, e a demarcação do seu habitat.

Ilustração feita em homenagem aos Quilombos e a  Baronesa do Crioulo 
Obra confeccionada por Gildecio Costaeira 





Ilustrações dos quilombos em 1835
fonte: google










 





 




 Fonte:

Núcleo de pesquisas históricas e diretoria de arte e cultura de cidade de Lagarto.




Reconhecimento da terras 


 


 


Na Serra Grande encontramos a cerca de pedra construída pelos negros, entre os povoados Saco do Tigre e Campo Crioulo-SE.

Junto aos nativos da região fizemos uma pesquisa de campo. ( Gildecio Costaeira - representante das comunidades quilombolas da região do Crioulo )


 





 


 



Reuniões com a comunidade 








Reunião das comunidades na Igreja do Povoado Campo do Crioulo -SE.
Pedro Neto - Militante do Movimento Negro
Gildecio Costaeira - Representante das comunidades quilombolas na região.


 



 






 





FOTOS DA REGIÃO DOS POVOADOS 
PESQUISA DAS COMUNIDADES

CRIOULO
PINDOBA
MADANELA
SACO DO TIGRE
CAMPO DO CRIOULO










 



 




 



 









 



 




 


Fotos pesquisas e texto elaborados pelo núcleo de arte da secretaria de cultura da cidade Lagarto-SE.
condenada por: Angelica Amorim










Sergipe tem 32 Territórios Quilombolas reconhecidos:


O Herói Negro Sergipano


JOÃO MULUNGU



Fonte:

http://vicineafrica.blogspot.com/2012/10/o-heroi-negro-sergipano.html?m=10







Delegação da ONU avalia política brasileira para território quilombola


Com o crescente número de regulamentação de terras, a política fundiária para comunidades quilombolas foi apresentada na terça-feira (15) a uma delegação da Organização das Nações Unidas (ONU) durante visita à sede do Incra, em Brasília. A comitiva internacional permanecerá no Brasil até o dia 24 numa missão cujo objetivo é avaliar a situação dos direitos humanos das minorias – entre elas os ciganos e os quilombolas – que vivem no país.



O Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o artigo 68, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. A partir do Decreto 4883/03 ficou transferida do Ministério da Cultura para o Incra a competência para a delimitação das terras dos remanescentes das comunidades dos quilombos, bem como a determinação de suas demarcações e titulações.

No encontro, a presidente do Incra, Maria Lúcia Falcón, explicou à relatora Especial sobre Minorias das Nações Unidas, Rita Izsák, que o instituto foi criado há 45 anos para atuar na redistribuição de terras aos pequenos agricultores.

Somente em 2003, com a edição do Decreto Presidencial 4.887, que o órgão passou a ter responsabilidade de também atuar na regularização de territórios quilombolas.

"A Autarquia tem destinado esforços nesta tarefa e alcançado resultados positivos diante do enfrentamento cotidiano de setores conservadores que buscam a concentração fundiária", disse a presidente, complementando que muitas das conquistas estão relacionadas à implantação, em 2013, da Mesa Permanente de Diálogo Quilombola.

A Mesa possui representação da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq) e de todos os órgãos federais envolvidos no tema. "As reuniões acontecem a cada dois meses e delas saem os encaminhamentos para planejar ou mudar ações anuais voltadas ao setor quilombola", explicou.

Isabelle informou que existem 1.516 processos abertos no Incra para regularização de territórios, 194 estudos antropológicos publicados – que é o primeiro passo para o processo de regularização – e 189 títulos concedidos, isto é,1,33 milhão de hectares definitivamente devolvidos ao povo quilombola.

Como é a regularização

As comunidades quilombolas são grupos étnicos predominantemente constituídos pela população negra rural ou urbana que se autodefinem a partir das relações com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade e as tradições e práticas culturais próprias. Estima-se que em todo o País existam mais de três mil comunidades quilombolas.

Para que seus territórios sejam regularizados, as comunidades devem encaminhar uma declaração na qual se identificam como comunidade remanescente de quilombo à Fundação Cultural Palmares, que expedirá uma Certidão de Autorreconhecimento. Devem ainda encaminhar à superintendência regional do Incra do seu estado uma solicitação formal de abertura dos procedimentos administrativos visando a regularização da área.

A regularização do território tem início com um estudo da área, a elaboração de um Relatório Técnico que Identifica e Delimita (RTID) o território da comunidade. Uma vez aprovado este relatório, o Incra publica uma portaria de reconhecimento que declara os limites do território quilombola.

A fase final do procedimento corresponde à regularização fundiária, com a retirada de ocupantes não quilombolas por meio de desapropriação com o pagamento das benfeitorias e a demarcação do território. Ao final do processo, é concedido um título coletivo de propriedade à comunidade em nome da associação dos moradores da área e feito seu registro no cartório de imóveis. O título é coletivo, inalienável, indivisível, imprescritível e entregue sem ônus para a comunidade.

Com Incra




O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) finalizou esta semana dois novos estudos para a definição de territórios quilombolas no estado de Sergipe. Os documentos, chamados de Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTIDs), são considerados peças fundamentais para o processo de criação dos territórios quilombolas das comunidades Caraíbas, em Canhoba, e Pontal da Barra, no município de Barra dos Coqueiros.



De acordo com os estudos que compõem os RTIDs, as comunidades Caraíbas e Pontal da Barra possuem, respectivamente, 130 e 153 famílias quilombolas cadastradas, que deverão ocupar territórios que juntos somam uma área de mais de 3318 hectares.



Próximas Etapas

Para consolidar a criação dos territórios quilombolas de Caraíbas e Pontal da Barra, o Incra deverá publicar, ainda esta semana, no Diário Oficial da União, os extratos dos dois RTIDs já finalizados. Após a publicação, a autarquia abrirá um prazo de 90 dias para contestações e manifestações dos interessados, que serão analisadas e julgadas para a continuidade dos trabalhos.
Com todas as definições estabelecidas, o processo segue para a emissão da portaria de reconhecimento dos territórios, a ser efetuada pelo presidente do Incra, e para a assinatura pela presidente da República dos decretos de desapropriação por interesse social, que visam à criação das duas áreas quilombolas.

Além das comunidades de Caraíbas e Pontal da Barra, outras seis comunidades remanescentes de quilombos já possuem RTIDs concluídos em Sergipe. As comunidades de Lagoa dos Campinhos, em Amparo do São Francisco, e Mocambo, em Porto da Folha, foram as primeiras do estado contempladas com decretos de interesse social para a desapropriação de áreas visando à criação dos seus territórios. Os decretos, assinados em 2009 pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva originaram as ações de desintrusão, atualmente em fase de conclusão, empreendidas pelo Incra nos territórios. Em todo o estado de Sergipe existem hoje 20 comunidades remanescentes de quilombos reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares, onde vivem, aproximadamente, quatro mil famílias auto-reconhecidas como quilombolas.

Fonte: Incra/SE


Os documentos, compostos por relatórios antropológicos e fundiários, levantamentos cartográficos e pareceres técnicos e jurídicos, contribuem para o resgate histórico-cultural das comunidades remanescentes dos antigos quilombos, além da delimitação de áreas destinadas ao seu desenvolvimento social e econômico. “A concretização desses estudos se configura como um passo muito importante para a consolidação do trabalho de definição desses territórios. É mais uma demonstração do esforço empreendido pelo Incra para tentar assegurar a conservação dessas comunidades, por meio do acesso à terra e aos direitos sociais”, analisou Manoel Messias de Meneses Freire, superintendente regional do Incra/SE.
Gostou dessa informação?





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Clique aqui e veja como contribuir 

Publicado: 27 Outubro 2011

fonte>:

https://www.cptnacional.org.br/index.php/publicacoes/noticias/geral/856-incra-de-sergipe-define-dois-novos-territorios-quilombolas







COORDENAÇÃO NACIONAL DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS - CONAQ  


Na construção do Decreto 4887/2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos, a CONAQ teve uma participação importantíssima, influenciando diretamente na construção do texto legal. Nesse sentido, a CONAQ assume também a defesa radical do referido Decreto.


                Zumbi   

http://www.wikiwand.com/pt/Zumbi_dos_Palmares




 



    
“Carta Aberta do 3º Encontro de Quilombos de Sergipe” 






Nós Comunidades Remanescentes de Quilombos de Sergipe, Rural e Urbana presentes no 3º Encontro realizado no dia 29 e 30 de Julho de 2011(Sexta-feira e Sábado) no horário das 08h ás 18h no Auditório do Centro de Criatividade Gov.João Alves Filho no Bairro Getúlio Vargas no Município de Aracaju, informamos a todas as comunidades quilombolas do Brasil e a todas as instâncias do poder público municipal, estadual e federal, os principais objetivos e deliberações deste 3º Encontro de Comunidades Quilombolas de Sergipe: Que é garantir a articulação e mobilização dos Quilombos como forma de contribuir para o fortalecimento político do segmento no estado garantindo os nossos direitos em defesa do Decreto 4.887/2003; que possibilita a construção de estratégias comuns de enfrentamento do racismo institucional que inviabiliza o desenvolvimento das comunidades quilombolas e como impulsionar e oficializar a criação da Associação Estadual das Comunidades Quilombolas de Sergipe(ASSECQS), visando o desenvolvimento e a sustentabilidades das comunidades quilombolas, que têm 20 comunidades remanescentes de quilombos certificadas pela a Fundação Cultural Palmares e cerca de 38 prestes a serem reconhecida, por fim entendemos que o nosso Estado precisa urgente mudar a realidade da vida de cada quilombola sergipano, visando assim o equilíbrio da estabilidade dessas comunidades que tanto são discriminadas e excluídas do processo de desenvolvimento do Estado, visto que tem sido muito pouco os avanços das comunidades quilombolas.Diante desta realidade que ASSECQS - Associação Estadual das Comunidades Quilombolas de Sergipe, foi fundada para lutar pelos direitos humanos dos quilombolas e vai poder atuar como prioridade de acordo com a aprovação do documento do 3º Encontro Estadual de Quilombos de Sergipe:
•Regularização fundiária dos territórios quilombolas (titulação);
•Fortalecimento político-institucional das organizações quilombolas, bem como a criação e acompanhamento de conselhos: municipais, regionais e territoriais;
•Controle social, implementação e fiscalização das políticas públicas e ações afirmativas, sobretudo nas áreas de: implantação do Programa Luz e Água Para Todos; implementação de Centro de Referencia de Assistência Social (CRAS) quilombola; juventude e mulheres quilombolas; capacitação de profissionais de saúde para o tratamento da Anemia Falciforme; assistência técnica (ATER Quilombola) e política de crédito rural; distribuição e fiscalização das cestas básicas, sementes e merenda escolar às Comunidades Quilombolas; construção de casa dignas e escolas específicas para os quilombolas
•Ampliar e fortalecer a representatividade quilombola nos parlamentos e Secretarias do Município, Estado e Federal;
•Implantação do PAC Quilombola;

Apoio para a estruturação: 



Lutar contra o impedimento do acesso aos territórios quilombolas, promovido pelos grandes proprietários de terra (a exemplo de cercamento de manguezais), através da ação conjunta da Associação Estadual das Comunidades Quilombolas de Sergipe(ASSECQS) e do Núcleo Político o Comitê Gestor com o Ministério Público Estadual e Federal;. Nesse sentido, reafirmamos a importância da Fundação da ASSECQS, fruto da organização e luta política dos quilombolas de Sergipe que ao longo de sua história têm contribuído para o fortalecimento das organizações quilombolas local e a representação quilombola a nível nacional, sobretudo a CONAQ.Entretanto foi aprovado esse documento com ás comunidades quilombolas certificadas pela a Fundação Cultural Palmares, visando também a luta das 38 Comunidades que estão prestes a serem certificadas, junto com as lideranças das comunidades quilombolas das regiões presentes neste Encontro.A Carta dos Quilombos de Sergipe ao povo brasileiro e ao movimento quilombola e social negro em defesa da luta quilombola e em especial aos irmãos quilombolas que estarão também no 4º encontro da CONAQ. As organizações, quilombolas, entidades e pesquisadores negros e sociais reunidos no encontro quilombola negro e popular realizado no dia 29 e 30 de julho no Centro de Criatividade Governador João Alves Filho, ao lado do Quilombo Urbano da Maloca no Bairro Getúlio Vargas em Aracaju, vem perante a população e o povo brasileiro denunciar a grave situação de ataques aos direitos das comunidades quilombolas e fazer uma convocação para a luta e organização.A luta quilombola é secular. Nós Quilombolas de Sergipe informamos que hoje, são mais de cinco mil comunidades nos mais variados graus de organização e mobilização pela defesa de seus direitos e em todos estados da federação.As reações contra esse processo de luta e organização do nosso povo vem mostrando a sua face. A opção de “desenvolvimento” oficial exclui a maior parte do povo brasileiro e especificamente o povo negro quilombola e os povos indígenas.As comunidades quilombolas vêm sofrendo forte ataque aos seus direitos em várias esferas, como a ação direta de inconstitucionalidade (adi 3239) ajuizada pelo Dem (democratas ex-PFL); o projeto de decreto legislativo de autoria do deputado Valdir colatto (PMDB – SC) projeto 44/2007.Ambos ataques, o primeiro no Supremo Tribunal Federal e o segundo no Congresso Nacional, estão na iminência de serem votados em Brasília e visam retirar a efetividade do artigo 68, do ato das disposições constitucionais transitórias da constituição federal de 1988 (que garante a titulação das terras de quilombo),bem como, atacam conquistas expressas no decreto 4887/2003 (que regulamenta procedimentos para demarcação e titulação dos nossos territórios) com efeitos devastadores para a luta da grande maioria das comunidades quilombolas.Esses ataques refletem os interesses dos grandes latifundiários rurais e urbanos, grandes empreiteiras, empresas de papel e celulose e multinacionais contando com cumplicidade das grandes empresas de comunicação (escrita e falada).Diante desta realidade, entendemos que são essas pressões que explicam as alterações das instruções normativas do INCRA pelo governo federal, burocratizando e retardando o processo de demarcação e titulação das terras quilombolas (que já é lento pois nos últimos 8 anos somente 15 comunidades foram tituladas) à revelia das comunidades quilombolas. Em resposta a essas ações, varias entidades e organizações do movimento quilombola e movimento negro deram entrada na OIT – Organização Internacional do Trabalho, de denúncia do estado brasileiro, por descumprimento da convenção 169 da OIT. Acusando os pouquíssimos recursos disponibilizados para demarcação e titulação de terras e a extremamente baixa execução orçamentária desses recursos, não atingindo em média 10% dos valores previstos; os assassinatos e ameaças de morte a várias lideranças quilombolas, ativistas sociais e lutadores(as) como a Deputada Estadual Ana Lucia e aos funcionários do INCRA/SE.Estamos resistindo, como demonstram as mobilizações recentes em todo o Brasil, onde alertamos que o momento é de unidade e vimos por meio dessa carta do 3º Encontro Estadual de Quilombos de Sergipe, que vêm denunciar a sociedade sergipana e brasileira o Racismo camuflado e institucional que tentam a cada dia nos destruir. No momento em que se foi realizado o 4º encontro da CONAQ, o COMITÊ GESTOR DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE SERGIPE, núcleo político da ASSECQS, fazemos um alerta e um chamado especial aos quilombolas presentes nesse encontro e no Estado de Sergipe que o nosso retorno do IV ENCONTRO NACIONAL DE QUILOMBOS no Rio de Janeiro de 03 a 07 de agosto do corrente ano, nos responsabiliza á fazermos mobilização no Estado de Sergipe para barrar esses ataques e garantir nossas vidas e nossos direitos.No ínterim a derrota dos quilombolas seria um retrocesso nas conquistas do povo negro e para o conjunto das lutas sociais no país.Diante desta realidade e a importância do assunto, convocamos a todos(as) para a”MARCHA DOS QUILOMBOLAS DE SERGIPE”no dia 04 de Outubro de 2011(Terça-feira) no horário das 09h, saindo do Quilombo Urbano Maloca no Bairro Getúlio Vargas em Aracaju – Rumo a “Marcha  Quilombola Negra e Popular sobre Brasília” no dia 07 de Novembro de 2011(Segunda-feira), contra a adin 3239 do Dem; contra o PDL- 44/2007 do deputado Valdir Collato, PMDB – SC; (a) denuncia dos assassinatos e ameaças de morte nas comunidades quilombolas, exigindo garantias do estado para segurança das comunidades, punição e prisão para os assassinos e mandantes e reparação para as famílias das vítimas; exigência de titulação das terras quilombolas e recursos para sustentabilidade de nossas comunidades; denuncia dos cortes orçamentários para a área social e da baixa execução orçamentária; denuncia do genocídio da juventude negra; denuncia do racismo institucional. Exigimos reparação ao nosso povo pelos crimes de lesa humanidade, cometidos ao longo de 511 anos de história do nosso país.(b)- Construção de comitês amplos nos estados em defesa dos territórios quilombolas, da titulação e sustentabilidade das comunidades quilombolas.(c) Construção de um vinte de novembro unificado nacionalmente com eixo na defesa das comunidades quilombolas; contra o genocídio de nossa juventude; em defesa das políticas afirmativas; contra a homofobia e perseguição religiosa.No entanto exigimos a Titulação imediata das Terras Quilombolas em Sergipe – Chega e Basta de Racismo e Assassinatos de jovens Negros Quilombolas nesse País.Em conformidade com o objetivo do 3º Encontro Estadual de Quilombos de Sergipe, visa estimular o debate e a construção de propostas de aprimoramento de um Projeto Político Cultural com turismo sustentável,Educação de Qualidade Quilombola, Casas Dignas, para a valorização e fortalecimento da cultura quilombola, de seus produtos específicos, no sentido de divulgar, preservar e conservar o seu patrimônio” – as comunidades reunidas durante o evento redigiram, em conjunto, o seguinte documento, que defende o decreto 4.887/2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes de comunidades quilombolas e que está sob ameaça de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIN: nós, Comunidades Quilombolas reunidas no 3º Encontro Estadual de Quilombos de Sergipe sobre o tema central:Os Quilombos e o Estado:E os Interesses Contrários aos Direitos Quilombolas de Hoje.Já na parte da tarde o 3º Encontro abordou o tema:Os Quilombolas e a Captação de Recursos: Políticas Públicas de Desenvolvimento e Sustentabilidade para o enfretamento do Racismo em Sergipe. Todavia esses temas importante e eficazes nos ajuda entender pontos fundamentais dos nossos direitos escritos na Constituição Brasileira que define categoricamente 1 - Que o art. 68 do ADCT/88 constitui norma de direito fundamental, que visa assegurar a possibilidade de sobrevivência das Comunidades Quilombolas – povos dotados de cultura e identidade étnicas próprias – e garantir o exercício dos nossos direitos culturais, tais como as nossas formas de expressão, criações artísticas, nossos modos de criar fazer e viver, à luz do disposto no art. 216 da CF/88, que trata da proteção e promoção do patrimônio cultural brasileiro; 2 - Que o texto do art. 68 do ADCT/88, na medida em que indica a titularidade do direito a ser conferido (comunidades quilombolas), a propriedade definitiva das terras ocupadas (objeto do direito) e quem deve conferir esse direito (o Estado), é norma para aplicação imediata, portanto independe de edição de lei específica para sua concretização, cabendo ao Estado fazer valer imediatamente esse direito fundamental; 3 - Que o Decreto Federal 4.887/2003 é o instrumento adequado para a Administração Pública assegurar os direitos que nos foram garantidos pelo texto Constitucional de 1988, e que o critério de “auto-definição” previsto no Decreto é constitucional, que visa promover a conscientização da identidade do próprio grupo quilombola, assim como, é constitucional a definição de terras ocupadas por remanescentes de quilombos constante no Decreto; 4 - Que os direitos quilombolas estão ainda garantidos pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho- OIT, que vigora no Brasil desde 2003 e assegura que o critério para determinar a identidade do povo quilombola é a “consciência de sua identidade”, além de garantir o direito à propriedade e posse de nossas terras tradicionalmente ocupadas e o direito de consulta livre, prévia e informada conferido ao povo quilombola, cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de nos afetar diretamente;. Neste sentido, reafirmamos a importância e necessidade de que o Estado Brasileiro garanta o direito fundamental de acesso ao território quilombola, como instrumento para promoção da igualdade e justiça social, e a promoção e proteção do pluralismo étnico-cultural, aspecto relevante para toda a Nação.Reafirmamos, também, a urgente necessidade de realização de audiências públicas antes que o Supremo Tribunal Federal – STF – julgue a ADIN 3.239, amplamente com os diversos setores da sociedade afetados pela ação, como medida de Justiça e dos ideais de cidadania, assegurando-se, assim, o nosso Estado Democrático de Direito. É por isso que o”COMITÊ GESTOR/SE e ASSOCIAÇÃO ESTADUAL DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE SERGIPE(ASSECQS)”, denuncia a campanha mentirosa e covarde que está sendo orquestrada, com o apoio de influentes meios de comunicação de massa, com o objetivo de atingir várias comunidades quilombolas, desqualificando sua identidade, sua luta e seu direito a ter o domínio de seu território.




NOMES DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE SERGIPE JÁ RECONHECIDAS

01 - Maloca – Aracaju-Se.

02 - Mocambo – Porto da Folha-Se.

03 - Mussuca – Laranjeiras/Se.

04 - Serra da Guia – Poço Redondo-Se.

05 - Lagoa dos Campinhos – Amparo de São Francisco-Se.

06 - Luzienses – Santa Luzia do Itanhi-Se.

07 - Desterro – Indiaroba-Se.

08 - Caraíbas – Canhoba-Se.

09 - Povoado Forte – Cumbe.

10 - Pontal da Barra – Barra dos Coqueiros – Se.

11 - Ladeiras – Japoatã-Se.

12 - Patioba – Japaratuba-Se.

13 - Catuabo – Frei Paulo-Se.

14 - Brejão dos Negros – Brejo Grande-Se.

15 - Pirangy – Capela-Se.

16 - Santo Antônio Canafistula – Propriá –Se.

17 - Terra Dura Coqueiral – Capela – Se.

18 - Quebra – Xifre – Riachuelo – Se.

19 - Caruanhas – Estância – Se.

20 – Bongue – Ilha das Flores – SE

21 -  Campo do Crioulo - Lagarto - SE

22 - Castanhal - Siriri - SE

23 - Alagamar - Pirambu - SE

24 -  Aningas - Piranbu - SE

25 - Mocambo -  Aquidabã - SE

26 - Rua dos Negros - Canindé - SE

27 - Sitio Alto - Simão Dias'- SE

28 - Lagoa dos Campinhos - Amparo do São Francisco - SE 

29 - Saco do Tigre - Lagarto - SE 

30 - Lagoa do Junco - Poço Verde - SE

31 - Porto de D'areia - Estancia - SE



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