quarta-feira, 4 de julho de 2018

A Viagem ao Extremo Sul das Américas



A Viagem ao Extremo Sul das Américas do artista visual Gildecio Costaeira acompanhe tudo que aconteceu nas duas exposições do artista nas cidades de Pelotas-RS e Montevidéu de 22 de abril a 22 de maio de 2018.


sexta-feira, 29 de junho de 2018

PINTURAS QUE RESSALTAM AS FORMAS DA NATUREZA


DIÁRIO DA MANHÃ PELOTAS-RS


NOTÍCIAS

ARTES VISUAIS : PINTURAS QUE RESSALTAM AS FORMAS DA NATUREZA

04 abril
08:252018

SEXTA ÀS 18H NO BISTRÔ DA SECULT, EXPOSIÇÃO “A PRESERVAÇÃO DA NATUREZA E SUAS CRIAÇÕES”, AUTORIA DO SERGIPANO GILDECIO COSTAEIRA

Por Carlos Cogoy
No exterior, sua arte já esteve em Florença e Viena. No Brasil ele já expôs em locais como Aracaju, Salvador, Feira de Santana, Recife, Poços de Caldas, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Ainda faltava chegar ao sul do País. Mas, nesta semana, o artista sergipano Gildécio Costaeira, estará abrindo sua primeira mostra no Estado. E ele escolheu Pelotas. Gildécio explica: “Escolhi a cidade polo cultural. Estou encantado com a cidade, uma das mais belas que conheci. E Pelotas respira cultura”.
Gildécio Costaeira já expôs na Itália e Áustria
Gildécio Costaeira já expôs na Itália e Áustria
BISTRÔ – A ligação com Pelotas começou ano passado. Gildécio esteve na cidade, acompanhando o músico Tacer Berindrums no projeto “Eletricultura”. Ele recorda que houve vivência, como etapa do projeto Procultura Folclore Norte-Sul, em conjunto com o Ponto de Cultura “Outro Sul”. Daí, neste ano, com o apoio do Betinho Mereb (Outro Sul), houve contato com o secretário municipal de Cultura Giorgio Ronna.  “Pedimos ao secretário um espaço para mostrar o trabalho. Então expliquei acerca da temática de minhas obras, e o porquê da escolha da cidade. O senhor Giorgio Ronna nos recebeu com muita atenção, e cedeu o espaço do Bistrô na Secretaria de Cultura”, diz Gildécio.
EXPOSIÇÃO terá abertura sexta às 19h. Serão doze telas com técnica mista. Algumas, conforme o artista, foram criadas em 2017. Outra parte é de diferentes fases. Na abertura, Gildécio explanará sobre suas criações. Além disso, haverá apresentação musical e coquetel. As obras têm dimensões que variam entre 50×50 e 90×90, e poderão ser comercializadas. Durante o período da mostra, que se estenderá até 13 deste mês, o artista estará recepcionando o público das 15h às 17h30min. A visitação poderá ser feita das 12h30min às 18h30min. A Secult está localizada no Casarão 2 à Praça Cel. Pedro Osório.
NATUREZA – No dia 15, Gildécio estará em Montevidéu, onde abrirá mostra no Espacio Cultural El Taller de Guillermo Ceballos. Na temática, a opção recorrente nas criações do artista. Ele exalta a natureza: “Meus mestres são os rios, os peixes, mamíferos, vegetais, aves e répteis. Na verdade, como não tenho a referência dos grandes pintores, minha arte não tem influência alguma de escolas antigas, ou algo parecido com a cultura européia. Nada disso me representa. Meu estilo é próprio, desenvolvido através de estudos sobre a arte nos cinco continentes, principalmente os aspectos primitivos, indígenas e naturais. Nas pinturas, apresento como tema a recriação da natureza e suas mutações”.
Gildecio ARTE 2HISTÓRIA – Gildécio é natural do povoado “Campo do Crioulo” em Lagarto no Sergipe. Aos doze anos, começou a desenhar com lápis de cera. Outra etapa ocorreu em 1991, quando pintou as capas de fitas K7 para a banda “Lacertae”. De acordo com ele, foram mais de mil capas diferentes para a mesma banda. Posteriormente, como autodidata, passou a criar as primeiras telas. Em Pelotas desde o dia 22, Gildécio sábado participou de evento solidário no Diabluras. O artista apresentou tela na programação que arrecadou material para a Escola Municipal Getúlio Vargas. Na internet: costaeira.wordpress.com

Artista plástico sergipano faz sucesso internacional

CINFORM - Aracaju-SE


Artista plástico sergipano faz sucesso internacional



Gildecio Costaeira participou da Exposição de Artes Visuais no Uruguai no último fim de semana
Com mais de 25 anos de dedicação às artes plásticas, o sergipano Gildecio Costaeira conquistou seu espaço e representa o estado nos maiores eventos culturais ligados às artes visuais do mundo. Na última semana participou da Exposição de Artes Visuais em Montevidéu, no Uruguai, e se destaca com o trabalho que realiza inspirado na recriação de animais e plantas que foram extintas. As telas expressam a junção de vidas.




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“Nasci no Povoado Campo do Crioulo, que fica na cidade de Lagarto, e desde os 12 anos, em 1990, comecei meu trabalho com a arte, fazendo desenhos em lápis de cera. Depois iniciei na pintura como autodidata fazendo as primeiras telas”, recorda Costaeira.
De lá para cá foram mais de 1500 telas feitas com a mensagem da preservação das espécies. “A vida dos animais e plantas sempre é lembrada nas minhas obras com a combinação de cores entre os seres ali presentes, dando curvas e traços para que novos seres surjam durante o processo de criação. A arte desenvolve um ciclo natural que traz a combinação e a impressão de serem um só”, explica.


Obra: os lírios de outrora 
Artista: Gildecio Costaeira
Dimensões: 60X70

Inspiração
Gildecio Costaeira detalha como se inspira para levar para a tela o meio ambiente em cores marcantes. “A obra é o retrato de um mundo criado por mim, destacando a importância de observar cada detalhe do nicho ecológico com o propósito de chamar a atenção dos espectadores sobre a preservação dos seres”, explica o artista plástico que tem formação em Autóctone, que se inspira em uma comunidade em que habita e proveniente das raças que ali sempre habitaram.
“A minha pintura tem a pureza de trazer as plantas e os animais extintos para serem transformados em telas irradiantes, com cores fortes e atraentes, a visão do espectador. A pintura traz seres luminosos que viveram em nosso planeta no passado, que são recriados em outras dimensões, com proposta de passar ideias sobre arte e educação, trazendo um pensamento artístico e natural. Sempre me inspiro nos rios, peixes, mamíferos, vegetais, aves, moluscos, répteis e árvores”, conta.

Obra: As Espécies em Transformação
Artista: Gildecio Costaeira
Dimensões: 50X50

O artista disse começou utilizar esta técnica desde a sua infância. “Toda a minha vida foi dedicada aos estudos geográficos e biológicos da terra. Desde cedo aprendi a origem das espécies. A arte flui naturalmente e a obra é focada na pintura de seres presentes e não existentes há milhões de anos. A vida de animais e plantas está presente como uma vida de vanguarda. A obra constrói e mostra para novos e velhos artistas uma maneira de fazer arte com temas naturais em visão simples, representando com bichos e plantas. Não tenho a referência dos grandes pintores e minhas pinturas não têm influência de nenhuma escola antiga ou algo parecido com a cultura europeia”.
Sucesso
De Sergipe, as obras de Gildecio Costaeira foram expostas em grandes eventos no Brasil e no mundo. “Sobreviver de arte no nosso Brasil é muito difícil, mas é satisfatório ter um trabalho reconhecido. Já fui selecionado e participei de diversas mostras, eventos em Brasília (DF), São Paulo (SP), Recife (PE), Salvador (BA), Rio Grande do Sul (RS) e Poços de Caldas (MG)”.


Em seguida, o trabalho do sergipano também foi selecionado para participar de mostras internacionais. “Participei da Bienal de Florença, na Itália, da Mostra em Viena, na Áustria, e na última semana da Exposição de Artes Visuais em Montevidéu, no Uruguai”, orgulha-se.


“Estou há um mês entre Rio Grande do Sul e Montevidéu e para mim é um fato inédito. Nunca imaginava fazer duas exposições no extremo Sul das Américas. Antes de chegar a Montevideo, fizemos uma conexão entre os pontos de cultura ‘Outro Sul de Pelotas’, ‘Espacio Cultural el Taller de Montevideo’ e ‘Casa Cultura Zabumbambus’, através disso com os diretores das instituições, Aldemir Tacer, Herberto Mereb e Guillermo Ceballos, conseguimos fazer uma conexão unindo as tradições destas regiões, sendo que um sergipano vem fazer exposições no Sul do Brasil e no Uruguai. Foi tudo muito incrível”, vibra.

quarta-feira, 14 de março de 2018

A pintura mutante de Gildecio Costaeira

Matéria republicada da Revista Digital Katawixi - Luama Socio 

A pintura mutante de inspiração paleozóica de Costaeira


Gildecio Costaeira, artista nascido e criado no povoado Campo do Crioulo, pertencente à cidade de Lagarto, no Sergipe, inspira-se em ideias Paleozóicas de eras Ordovicianas e Jurássicas para criar suas pinturas de “mutação constante” dos elos entre plantas, fungos, animais e cores de um Brasil ao mesmo tempo novo e ancestral.

Ele diz que “estudando as artes dos cinco continentes do planeta”, pensa na preservação e transformação das espécies ao longo das eras e também simultaneamente: “eu transformo e ao mesmo tempo dou nova vida a animais e plantas extintos e inéditos, minha arte é toda inspirada na criação natural”.


Assim Costaeira nomeia seu processo artístico de Arte Natural Primitiva, conceito que expressa “a junção de vidas inexistentes” por meio do ato criador do artista, munido de sua capacidade de combinar cores, curvas e traços, possibilitando o surgimento “natural” de novos seres.

O centro de sua estética é a cor: “na verdade as cores dizem tudo”, explica. E o centro de sua mensagem é a da preservação da beleza natural: “a natureza é o tema da esperança na criação, preservação e recriação. Na verdade, como não tenho a referência dos grandes pintores, meus mestres são os rios, os peixes, mamíferos, vegetais, aves, moluscos, répteis…”
 Nascido em 1978, Costaeira é artista desde criança. Seus primeiros trabalhos exibidos aos olhos do público, nos anos 90, foram capas de fitas-cassetes da banda de seu irmão Deon, a Lacertae. Ele lembra dessa época: “cada fita demo da banda Lacertae tinha uma capa diferente, personalizada, com desenhos à giz de cera feitos por mim”. Depois vieram experimentações em vários suportes, tais como discos de vinil e camisetas, além das telas convencionais.

Dizendo-se descendente dos matutos do sertão sergipano, Costaeira também se considera totalmente influenciado pela cultura regional de seu lugar que, de certa forma, leva-o a associar as cores com uma maneira mística de ver o mundo: “A minha pintura tem a pureza de trazer as plantas e os animais extintos para serem transformados em telas irradiantes com cores fortes. Ela também traz seres luminosos do passado que viveram em nosso planeta e que, agora, são recriados em outras dimensões. Penso que essa é também uma proposta de tocar em ideias relacionas à arte e à educação”, explica Costaeira.


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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Os Xokos a ultima tribo de índios de Sergipe


Os Xokos a ultima tribo de índios de Sergipe

Os Xokos são um povo indígena que se utilizam da língua portuguesa originalmente, sendo atualmente a única tribo indígena existente em Sergipe.


Pajé Raimundo Bezerra Lima
in memoria




LUTA DO POVO XOKÓ

Ao longo desses anos o povo indígena Xokó vem construindo o mundo com maturidade organização e prazer. Mesmo assim, fomos chamados de índios atrasados e incapazes. Essa violência nos doeu muito e foram batalhas que valeram muitas vidas, povos inteiros foram destruídos. Grandes homens e mulheres morreram por acreditar em viver enquanto povo livre e com um jeito próprio de entender e viver a vida. Tudo isso nos tornou experiente, pois a dor machuca, mas também ensina.(Apolonio Xokó).
 Sergipe foi povoado por outros grupos indígenas, exemplo Água Azeda em São Cristóvão, Japaratuba, Pacatuba, Tomar do Geru, entre outros. Infelizmente 500 anos depois o único grupo que sobreviveu ao massacre (genocídio) foram os bravos, guerreiros, Xokó da Ilha de São Pedro, que continuam de pé até os dias atuais.
Durante o governo de Afonso F. de Castro, em 1672, foi fundada pelos capuchinhos franceses a Missão de São Pedro de Porto da Folha, que, segundo tradição oral, seria delimitada por seis marcos de pedra afixados pelos primeiros conquistadores, espanhóis e portugueses, em 1653 (FIGUEIREDO, 1981, p. 88). Tendo como principal missionário o Frei Anastácio, que permaneceu nessa redução por mais de seis anos, foi reconhecida por Vila de Traipu ou São Pedro de Porto da Folha. Uma das construções religiosas religiosa dos missionários capuchinhos franceses no Estado de Sergipe, temos a Igreja de São Pedro, construção final do século dezessete início século dezoito (XVII/XVIII) administrada pela Diocese de Propriá, tombada pelo Governo do Estado, Decreto nº 6.127, de 06 de janeiro de 1984, localizada na Ilha de São Pedro.
Em 1712 à 1716, informações do Frei Martin de Nantes, os missionários começaram a construir conventos destinados a preservar as missões católicas dos povos indígenas.
Iniciando nosso breve histórico sobre a Luta do Povo Xokó, em 1724, a população indígena Xokó eram 320 índios, já em 1758 esse número foi reduzido a 250 Xokó. Em 1802 tivemos informações que no sertão pernambucano haviam um pequeno grupo de índio Xokó, fato esse que não são confirmados. Em 1821 foi criado a freguesia de São Pedro, com isso um sacerdote conhecido como Gaspar Farias Bulcão, foi nomeado para cuidar da aldeia dos índios Xokó. 1838 o escritor George Gardinen, visita a Ilha de São Pedro e descreve-a como um retângulo. Já em 1849, Frei Cândido de Taggia, afirmava que os índios Xokó apenas trabalhava, mas não tinha lucro em nada, devido a cegueira etnocêntrica do homem dito civilizado.
Em 1859, D. Pedro II em sua viagem pelo Rio São Francisco, saindo da cidade histórica de Penedo, tinha como objetivo visitar a cachoeira de Paulo Afonso na Bahia, quando na oportunidade, passando em frente a Ilha de São Pedro, o barco que conduzia o imperador faltou vento, com isso, ele e sua comitiva encostaram em nossa aldeia ficando alojado durante três dias. Foi naquele momento que o povo indígena Xokó pediu ao senhor rei que delimitasse o território indígena das fazendas em volta. O imperador atendeu e mandou delimitar e demarcar a área em questão a favor da comunidade indígena Xokó, por sua vez, o Presidente da Província em Sergipe, Sr. Amâncio João Pereira de Andrade, ao saber da demarcação da reserva indígena, uma área excelente para criação do rebanho bovino, fez uma declaração que dizia o seguinte: na aldeia não há se quer uma casa, os índios Xokó eram povos miseráveis. 1870, o Presidente da Província de Sergipe, Sr. Francisco José Cardoso Júnior, faz referencia aos índios Xokó, afirmando que os mesmos são primitivos, que possuem um légua de terra e que ainda falam a língua NEENHATHU, com o passar do tempo a língua é proibida de ser falada principalmente com as chegadas dos missionários italianos, isso ocorreu no ano de 1849, entre os missionários tão badalado conhecido na região, o frei Doroteu de Loreto. Segundo comentários ele prestou grande assistência espiritual a comunidade indígena Xokó, naquele mesmo ano o coronel João Fernandes da Silva Tavares, proprietário da fazenda Araticum assume a direção geral dos índios em Sergipe. Já em 1874, com ordem para demarcar e delimitar as terras indígenas e exercer vigilância entre as relações dos homens brancos e os índios, bem como preservar a missão católica nas aldeias. Nesta luta heróica do povo indígena Xokó, nenhuma autoridade deste Estado nada fez em defesa dos direitos de ir e vir do nosso povo. Os jornais da época Gazeta de Aracaju, em 07 de outubro de 1882, apóia a família Tavares, já o jornal Democrata de Sergipe em 21 de outubro do mesmo ano e a locomotiva de Piranhas apóia o coronel Gouveia Lima. 1888 em 14 de fevereiro foi realizada uma sessão na Câmara Municipal de Porto de Folha encaminha ofício ao Presidente da Província de Sergipe, Sr. Olímpio Manoel dos Santos Vidal solicitando do mesmo que seja entregue ao município de Porto da Folha as terras pertencentes aos índios Xokó, alegando que foi extinto o aldeiamento conforme a Lei Imperial nº 3348 de 20 de outubro de 1887. Em outra sessão realizada em 06 de março de 1888, presente nesta seção os seguintes vereadores: Francisco Alves Campos, Francisco Antônio de Oliveira, Capitão Felix Moreira de Souza Feitosa, Felix de Souza Lima, Alferes Francisco Alves de Sà e Miguel Alves Feitosa, nesta data a Câmara Municipal de Porto da Folha, resolve por sua livre vontade, por em arrematação todo o território indígena Xokó entregando aos senhores coronel Clementino Fernandes da Silva Tavares, capitão Belarmínio Fernandes da Silva Tavares, capitão José Antonio de Souza, pantaleão José da Silva Oliveira e Francisco Alves de Lima. Já no dia 07 de março 1888, a Câmara de Vereadores de Porto da Folha beneficia o Coronel Antônio Alves de Gouveia Lima que requer admissão dos lotes que não foram arrematados, sendo assim o território indígena na concepção da Câmara de Vereadores passam a ser dos coronéis e amigos, coube a Câmara apenas se responsabilizar para providenciar a lavratura de todos os contratos assinados e escriturados em livros especiais, tendo como validade dez anos, ficando proibido a venda, troca ou qualquer outro tipo de alienação só com o consentimento do Conselho Municipal. As datas de 06 e 07 de março de 1888, não faz referencia aos dois lotes restantes.  Dessa forma, aumenta a odisséia do povo indígena Xokó que reclamam, gritam, protestam e não são escutados por ninguém. Desta vez o Governo da Província de Sergipe se torna cegas e mudas, alguns índios Xokó, viajam ao Rio de Janeiro onde vão pedir proteção ao Ministro Antônio Prado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas que enviam ofícios em 20 de agosto de 1888 ao Presidente da Província, Sr. Francisco de Paula P. Pimenta informando que os índios: Pacífico de Barros, Genuíno Serafim, Manoel Esteve dos Santos e Lourenço Maurilho que foram reclamar o que ocorreu em seus territórios. O ministro solicita providencias que possam proteger a comunidade indígena Xokó, mas nada foi feito. Já em 1890 os índios Xokó Francisco Sabino Pires, Francisco de Matias de Souza e Antonio Venancio Ribeiro voltam a bater à porta do Governo Central no Rio de Janeiro, Sr. Demétrio Nunes Ferreira, que comunica em 17 de janeiro de 1890, ao Presidente da Província desta visita como sempre cai no esquecimento novamente a questão indígena. Em 01 de março de 1895, o coronel João Fernandes de Britto, aparece como intendente de Porto da Folha, com isso torna-se em 22 de novembro de 1897, na qualidade de foreiro dos 05 lotes dos 08 que estava dividida a área aforada. Em 1917, os índios Xokó novamente voltam a Rio de Janeiro, sendo eles: Inocêncio Pires, Francisco Matias de Souza e Manoel Francisco da Silva e mais uma vez não foram atendidos pelas autoridades governamentais. Em 1930, no governo do Sr. Maynard Gomes outras tentativas foram frustradas por sua vez o Prefeito de Porto da Folha o Sr. Pedro Xavier de Melo, encaminha mensagem a Câmara de Vereadores, pedindo em 25 de outubro de 1963 a autorização para vender as fazendas: Belém, Maria Preta e Malhada do Imbuzeiro. O Governador João de Seixas Dória por ação ou omissão conivente com essa agressão aos índios Xokó, que tem a posse imemorial das terras e goza antes mesmos da Constituição Federal “art. 129” de Proteção Possessória, Decreto nº21235 de 02 de abril de 1982, asseguram aos estados o domínio dos terrenos marginais e acrescido dos rios navegáveis que ocorrem em seu território, a Constituição de 1937, art. 154 e a Constituição de 1946, art. 216, não contrariam os direitos dos povos indígenas. No mesmo dia da mensagem do prefeito em 25 de outubro de 1963, Câmara Municipal de Vereadores de Porto da Folha, se reúnem às 09 horas sobre a Presidência de José Pereira, estavam presentes os vereadores Manoel Alcino dos Santos, José Batista da Silva, Raimundo José Cardoso e Francisco Alves Lima. Analisaram o projeto Lei nº10 do Executivo Municipal, com isso foi marcada uma sessão Extraordinária para as 14 horas do mesmo dia tendo em vista não houve acordo entre os mesmos. Quando discutiram pela primeira vez o projeto. Uma Terceira sessão Extraordinária foi marcada para as 16 horas e finalmente as 17 horas foi aprovado por unanimidade o projeto do Executivo o que é mais grave em tudo isso, até hoje ninguém sabe onde está a mensagem do prefeito. Em 1964 outra vez lideranças indígenas Xokó, vão reclamar e pedir ao Senhor Presidente da República, providencias urgentes quanto a posse da Ilha de São Pedro em Porto da Folha, mas uma vez, não fomos atendidos.
Seguindo este breve histórico sobre os Xokó da Ilha de São Pedro, em março de 1978, eram 22 famílias morando na Caiçara tendo como fonte de sobrevivência a produção da cerâmica, pesca e o cultivo do arroz, do milho, do feijão e etc. Naquela época a família Britto de Propriá contrariando as vontades de 129 pessoas, proíbem do trabalho do cultivo da lavoura acima citado, bem como da produção da cerâmica e pesca, mesmo com o ato proibitório, as 22 famílias se reúnem e começam a discutir o futuro do seu povo, mesmo sendo sabedor desta proibição, o remanescentes Xokó decidem continuar trabalhando como se nada estivesse acontecendo. Plantaram, mas não colheram, na época da colheita, ou seja, agosto a dezembro, a família Britto colocavam o gado e destruíram em sua totalidade, tudo que tinha sido plantado.
 Em 28 de outubro de 1978, a Diocese de Propriá, realiza a primeira Romaria em Comemoração aos Cem Anos da Morte do Missionário Italiano Frei Doroteo de Loreto. 12 de setembro do mesmo ano, um pequeno grupo de cinco pessoas, vão a cidade de Porto da Folha para comprar 16 bolas de arame farpado e 16 quilos de grampos. No período de 13 a 16 de setembro foi cercado a Ilha de São Pedro com apoio da Diocese de Propriá na pessoa do bispo Dom José Brandão de Castro, Paróquia de Porto da Folha na pessoa de frei Enoque, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porto da Folha na pessoa do presidente Manoel Oliveira, no dia seguinte, após o cercamento, ou seja, dia 17 um sábado por volta das nove horas da manhã chegava um fusca na barra com dois homens dizendo serem jornalistas da Bahia e que estavam aqui a convite do então Bispo de Propriá, Dom José Brandão de Castro, sendo assim conduziram os dois cidadãos até a Ilha de São Pedro, onde fotografaram a Igreja, ouviram do povo Xokó parte da sua história e oque os levaram a tomar a decisão de cercar a ilha. Quando eles estavam indo embora é que descobriram que não se tratavam de jornalistas nenhum, eram mensageiros da família Britto de Propriá. 09 de setembro de 1979 as 22 famílias da Caiçara e mais 04 que moravam no Belém foram expulsas pela família Britto, ao chegar na Ilha de São Pedro naquele ano encontraram apenas a igreja, as ruínas de um convento o cemitério, uma pequena casa de taipa e os pés de tamarindo, juazeiro, quixabeira, que serviram  ao longo de dois anos como casas. Outubro de 1979, Cimi (Conselho Indigenistas Missionário) realiza na Ilha de São Pedro a 13ª Assembléia dos Povos Indígenas do Nordeste com a participação das aldeias Tucano do Amazonas, Xavante Itapirapé de Mato Grosso, 07 de dezembro de 1979, o então Governador do Estado de Sergipe, Sr. Augusto Franco, desapropria a Ilha de São Pedro, pagando na época dois milhões e quatrocentos mil cruzeiros, a família Britto de Propriá, 08 de dezembro, frei Enoque convida o povo indígena Xokó, à participar da festa da padroeira de Porto da Folha, Festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição e juntos celebrarmos a nossa vitória naquela cidade. Outubro de 1982, a família Britto de Propriá vende a terra Caiçara ao fazendeiro Jorge de Medeiros Pacheco com recursos oriundos do Banco do Nordeste do Brasil. 1984, era exatamente 27 de junho quando no Palácio Olímpio Campos, o então Governador de Sergipe, o Senhor João Alves Filho, recebe naquela tarde o Presidente da Funai, o Sr. Jurandi Marcos da Fonseca, Sr. Leonardo Reis Delegado da Funai para região nordeste, Prefeito de Porto da Folha, Sr. Antônio de Caio Feitosa e uma pequena comissão do povo Xokó, Paulo Acássio, Damião, Raimundo, Manoel de Lulu e  Apolônio Xokó, naquela solenidade foi passado do Estado para União e da União para a Funai a documentação da Ilha de São Pedro. Em 1985, em uma grande assembléia realizada na aldeia Xokó, ficou definido que o Cacique Xokó teria uma missão de certa forma espinhosa, ir à Brasília com o objetivo de discutir junto a Presidência da Funai para trazer a equipe técnica formada de: um antropólogo, um advogado, um engenheiro, um técnico para proceder com o processo de demarcação da terra Caiçara. Ao chegar na aldeia a equipe fez uma reunião com a liderança e a comunidade onde comunicou que estavam aqui para proceder com o processo demarcatório da área indígena Caiçara. Os fazendeiros foram comunicados deste trabalho e no dia seguinte começou o processo de delimitação e demarcação que durou apenas 04 dias, foi quando os fazendeiros comunicaram ao Juiz da Comarca de Porto da Folha, o Sr. Francisco Melo de Novaes e o Ilustre Juiz suspende os trabalhos técnicos da Funai com uma liminar dos fazendeiros. Já em 1986 o povo Xokó através do seu Cacique traz pela segunda vez a equipe técnica que em uma grande reunião na cidade de Pão de Açúcar, entre Funai e Fazendeiros, o senhor Jorge Pacheco ao informar a Funai que tinha 200 homens fortemente armados de espingardas calibre 12, com ordens expressas para matar que entrasse na Caiçara a Funai de Pão de Açúcar retorna à Aracaju e de Aracaju à Brasília, deixando a comunidade indígena Xokó, sem nenhuma solução.





 






Em 31 de agosto de 1987 o povo indígena Xokó, decide ocupar a Fazenda Caiçara, não foram bem sucedidos devido o fracasso mais uma vez da Funai. O Sr. Francisco Melo de Novaes, que atendendo mais uma vez pedido dos fazendeiros solicita do Comando Geral da Polícia Militar do Estado de Sergipe que fossem tomadas medidas enérgicas contra o povo indígena Xokó. Sendo assim, expulsos naquela tarde do dia 01 de setembro de 1987, como se fossem bandidos e marginais, no dia seguinte um pequeno grupo do povo indígena Xokó acampa na Sede da Funai em Maceió/Al, com o objetivo de pressionar o órgão “tutor” para  resolver nossos problemas.
Em 28 de outubro de 1887 a Procuradoria Geral da República em Sergipe através do Procurador Geral, o Sr. Evaldo Fernandes Campos, recebe pela primeira vez as liderança indígenas do povo Xokó, naquela oportunidade o procurador foi informado de toda a situação em que se encontrava a comunidade indígena Xokó. Após este relato o procurador informou que ia estudar a situação. Em 18 de janeiro de 1988, o Sr. Evaldo Fernandes Campos, convida a liderança indígena Xokó a comparecer em seu Gabinete e naquela manhã ele informava que a tarde estava dando entrada em uma Ação de Reintegração de Posse na 3ª Vara da Justiça Federal de Sergipe, movida pela Procuradoria Geral da República em favor da União. Nesta Ação ele solicita do Juiz Federal que a Funai órgão “tutor do índio brasileiro” fosse intimada, através de uma Carta Precatória para as conclusões do Processo Demarcatório da Área Indígena Caiçara. Em março do mesmo ano a equipe técnica da Funai, chega a Ilha de São Pedro acompanhada de oito agentes da polícia federal, os quais deram total segurança e garantia dos trabalhos. Em 24 de dezembro de 1991, o então Presidente da República, Senhor Fernando Collor de Melo, atendendo apelo do povo indígena Xokó, através do Decreto nº401/91, reconhece e decreta a área indígena Caiçara ocupada permanentemente pelos bravos guerreiros Xokó, homologada e registrada em Cartório de Ofício.
De 10 à 12 de maio 1993, o povo indígena Xokó realiza a primeira festa na Caiçara onde convida os amigos para celebrar esta grande vitória. Em 22 e 23 de maio o povo Xokó toma posse definitivamente da área indígena Caiçara, esta festa foi única e exclusiva para a comunidade celebra e festejar todos esses anos de lutas. Caminhada vitoriosa.




Apolônio Xokó
Marcos Paulo Carvalho Lima










Localiza-se a 220 km de Aracaju, com uma população aproximada de 310 indígenas e 91 famílias .






Na verdade a comunidade foi identificada pelos jesuítas no século XVI, mas acabou sendo expulsa de lá. A comunidade voltou e fundou sua aldeia retomando a ilha de São Pedro em 1979, mas apenas meado dos anos 90, a FUNAI homologou a Caiçara, anexando a Ilha de São Pedro, constituindo assim a terra indígena da etnia Xoko.

Na época do descobrimento do Brasil as terras de Sergipe eram habitadas por várias tribos indígenas. Além dos Tupinambás e Caetés nas terras sergipanas existiam cerca de 30 aldeias, pertencentes ao grupo Tupi.
Atualmente a única tribo existente é a Xoko, que vive na ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha.
O desaparecimento das demais tribos sergipanas se deu no século XIX, devido à política indianista do Império do Brasil que publicou a Lei das Terras em 1850, declarando as Terras como de Domínio Público. Nesta fase foram extintos muitos aldeamentos nas províncias de Alagoas, Sergipe, Pernambuco e outras regiões, por critérios raciais e discriminatórios, só para se apossarem das terras indígenas.
Na verdade a comunidade Xoko foi identificada na ilha de São Pedro pelos jesuítas na no sec XVI, mas acabou sendo expulsa de lá. A comunidade voltou e fundou sua aldeia retomando a ilha de São Pedro em 1979, mas apenas meado dos anos 90, a FUNAI homologou a Caiçara, anexando a Ilha de São Pedro, constituindo assim a terra indígena da etnia Xoko.





Esta comunidade (assim como as outras comunidades indígenas) foi submetida desde a colonização a severas agressões culturais e tomada de suas posses (esbulhos). Sofrendo destas atrocidades desde a época do império, a tribo Xoko terminou experimentando um grave colapso cultural, tendo sua religiosidade ancestral submetida a um grave esvaziamento, encontrando aí o catolicismo terreno fértil para a imposição da nova doutrina (as famosas Missões Católicas).
Ritual do Ouricurí, como o vivenciado por outras etnias, quase desapareceu, apesar de atualmente estar passando por um processo de revitalização.

A prática da Torédança ritual associada à prática do Ouricurí que além da sua ritualidade representa o aspecto social e lúdico caracterizado por seus trajes típicos e pinturas corporais especificas de cada etnia, conseguiu ser preservada, muito embora a comunidade tenha incorporado outros folguedos afros (principalmente o samba de coco), devido à conivência com escravos (convivência esta que causou sua miscigenação natural).



No século XVI os jesuítas identificaram e existência de índios na Ilha de São Pedro. A tomada da terra e a imposição da cultura católica faz com que os Xokos se dispersassem. Um processo de reconquista de suas terras, ocorre em meados 1979, retomando a Ilha de São Pedro e ali instalando a sua aldeia, e sempre lutando por suas terras e pela Caiçara (gleba que se situa às margens do São Francisco no estado de Sergipe).
Finalmente nos meado dos anos 90, a FUNAI homologou a Caiçara, anexando a Ilha de São Pedro, constituindo assim a terra indígena da etnia Xocó. O decreto Nº 401/91 de 23.12.91, autorizou a demarcação da Caiçara em 3.600 ha. que somadas as terras já indenizadas, junto as da Ilha de São Pedro totalizam 4.316 ha. Não havendo na atualidade pendências fundiária.
Infelizmente, pelo fato de concentrarem suas produções agrícolas em 10% das terras, já que o local é uma caatinga, existem invasores que realizam caça e pesca predatória, colocando espécimes em risco de extinção.










Colaboraçãoda de Fotos e Textos: 

India Xoko Helena Lima
Apolônio Xokó
Marcos Paulo Carvalho Lima
fontes: 


https://pt.wikiversity.org/wiki/Wikinativa/Xocó


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O som do crescimento Afonso Augusto

O som do crescimento

Um passeio pelo verdadeiro mundo sonoro de Afonso Augusto " coisas dos dias de Rock in Roll

Poeta , cantor , compositor, produtor cultural e matem um programa de radio cultural na cidade de Lagarto-SE.

A musica de Afonso faz você lembra de vários mundos musicais a musica atrai ao ouvidos vários estilos, uma coisa é certa quando você começa a ouvir não quer parar.




   AMORBIDO - 2017


“composto por canções de amores não correspondidos, canções eróticas, canções/cartas não entregues, exceto as duas últimas faixas que fogem do tema e entram num existencialismo poético e onírico”.

De acordo com cantor Afonso Augusto, ‘o disco passou por excelente trabalho gráfico e fotografias, e nas canções, o que há de melhor de mim neste momento’.


























Com sangue, lágrimas e ouro, poeta nascido de amores, de experiências e sensação, habitante de estações, viciado em flores e em amores, mistérios e obviedases formam o extraordinário que me inspiram .

Filho da Bahia, criado em esplêndido berço sergipano.

Três obras deixadas neste plano, primeiro um livro de poesias ainda da obsolescência, segundo, um disco sensorial e instintivo, instintos.


Videos:

Afonso Augustto - A música à sua volta (Clipe Oficial)




Meu Sonho Bom - Afonso Augusto



Dias Íntimos - Afonso Augusto



Afonso Augusto - Instintos 2014 ( EP Completo)



O trabalho traz letras densas, poemas ousados, cantados de maneira doce e amarga. O disco também tem uma pegada roqueira que remete as influências dos clássicos do rock nacional e britânico.



A literatura antecedeu a musica, e a participação em concursos de poesia nos tempos de escola, foram o caminho para entrar no meio musical. Apesar de ter ligação com a música gospel na infância, foi a música ‘Maluco Beleza’ de Raul Seixas, ouvida na casa de um vizinho, que fez Afonso despertar o interesse por um universo totalmente diferente do que já tinha visto. ‘Fiz amizade com um cara que tinha um acervo enorme de discos e CDs, e ele me emprestava, e ele gostava de me ver entusiasmado com aquela descoberta. Eram meus primeiros contatos com o Punk Rock, The Clash, Ramones, Sex Pistols etc. Era um adolescente e estava delirando com aquelas descobertas’, conta o cantor.

O estilo Heavy metal foi paixão passageira. As inspirações vieram mesmo com o os berros de Kurt Cobain e a poesia de Jim Morrison, ambos astros do rock americano. Os sons nacionais, como Ira, Ultraje a Rigor e Barão Vermelho, também o influenciaram. Foi nesta fase que Afonso chamou o amigo Duilio, pra montar uma banda, descobrindo o Folk, gênero que mistura música folclórica e rock.

O EP Instintos tem canções feitas há meses e outras há dez anos. Não há uma relação direta entre as faixas, o que casa com a variedade de sentimentos, e da não relação de temporalidade e da ausência de relação sonora, tanto é que as canções foram gravadas em dois estúdios diferentes, e por músicos distintos, razões suficientes para caracterizar o álbum como natural e cru, caracterização dada pelo compositor. “Segundo” é a única faixa que não é da autoria de Afonso. A música se origina de uma poesia do poeta e amigo Fabio Ribeiro, da cidade de Tobias Barreto- SE.

Ao lado da banda D’arma e de outros músicos parceiros como Alex Matos ( Guitarra), Thiago ( Baixo) e Jefferson ( Bateria), Afonso é uma aposta para o rock sergipano em 2014, e tem tudo para tornar íntimo do grande público os seus instintos.


Em Aracaju, adquira o disco físico na Casa do artista e em Lagarto no Duetto Café ou pelo e-mail: afonsoaugustto@gmail.com

fonte: 

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 http://www.tratore.com.br/um_cd.php?id=10458



 https://open.spotify.com/artist/5T8gsch4otJXLpC6jFBHTa